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Amores épicos que nos tiram o fôlego?

Amores épicos que nos tiram o fôlego?
Foto: Pixabay

Amor é um substantivo que carrega em si uma enorme lista de definições. Segundo o Dicionário Houaiss, é uma “forma de interação psicológica ou psicobiológica entre pessoas, seja por afinidade imanente, seja por formalidade social”. O que isso quer dizer? Nada. Porque o amor não pode ser definido inteiramente por um dicionário. Ele é um sentimento que pode crescer em ambientes insalubres e se manifestar em situações inusitadas. 

Quando adolescentes, é comum sonharmos com amores épicos que nos tiram o fôlego. O que pode ser muito positivo, pois é nesta fase em que estamos mais propensos a viver aventuras e temos, talvez por ingenuidade e falta de experiência, talvez pela coragem que só a pouca idade é capaz de nos proporcionar, maior abertura para o inusitado. 

Quem não teve um romance épico de adolescência? Daqueles que parecem muito com as comédias românticas de Hollywood, com idas e vindas, lágrimas, perdões e juras de amor eterno? Não à toa, o mesmo Dicionário Houaiss traz também para o amor a definição de “relação ou aventura amorosa”. Está na “aventura” a chave para entender tantos corações jovens apaixonados por metro quadrado. 

Eu já fui adepta deste tipo de amor, claro. Passei longos anos achando que o amor só valia a pena se fosse épico, me tirasse o fôlego e – logicamente – fosse difícil. Afinal, a conquista e o sentimento de merecimento costumam acompanhar esse tipo de amor, em que você precisa tudo crer, tudo suportar, tudo tolerar assim como nos ensina a Bíblia – ou Legião Urbana, se for ateu (e já meio velho para captar a referência). 

Mas, passados os anos, comecei a ser adepta de um outro tipo de amor. Para ficar com o Houaiss, escolho a definição que traz o amor como “afeição baseada em admiração, benevolência ou interesses comuns; calorosa amizade; forte afinidade”. Afinal, quando você precisar escolher com quem pretende passar o resto de sua vida (sim, sou cringe), o que você prefere: perder o ar todos os dias ou encontrar um amor onde possa repousar em paz? Depois de muito crer e suportar e tolerar, hoje eu fico com a segunda opção. 

Kelli Kadanus

Kelli Kadanus, jornalista, cronista, tia coruja. Escrevo para tentar me entender e entender o mundo. É assim desde que aprendi a juntar sílabas. Sonho em mudar o mundo e as palavras são minha única arma disponível.

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