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VOTO IMPRESSO: A DERROTA IMPOSTA PELA CÂMARA A BOLSONARO

VOTO IMPRESSO: A DERROTA IMPOSTA PELA CÂMARA A BOLSONARO

A Câmara dos Deputados rejeitou nesta terça-feira (10) a PEC do voto impresso, impondo uma derrota ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que defendia a aprovação. A votação ocorreu no mesmo dia em que militares do Exército, Marinha e Aeronáutica fizeram um desfile de tanques na Praça dos Três Poderes, em Brasília. O desfile militar do lado de fora do Congresso foi interpretado como uma intimidação do presidente. 

Ao longo da votação na Câmara, a defesa da democracia foi assunto de discursos de parlamentares de diversos partidos. A rejeição da PEC foi associada pela oposição como uma resposta à escalada autoritária de Bolsonaro. A PEC obteve 229 votos favoráveis no Plenário. O necessário para aprovação era no mínimo 308 votos.

Confira o Anexo V, com Kelli Kadanus e Rogério Galindo:

Desde antes de ser eleito, Bolsonaro já atacava o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas. Em julho, o Estadão revelou que o general Braga Netto, ministro da Defesa, ameaçou a realização das eleições de 2022 caso o voto impresso não seja aprovado pelo Congresso. Braga Netto teria enviado o recado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no último dia 8. No mesmo dia, em encontro com apoiadores no Palácio Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) repetiu a ameaça publicamente. “Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, disse.

Mesmo com a derrota do voto impresso, ainda há alterações que podem ser aprovadas pela Câmara nas regras eleitorais. Estão sendo discutidas mudanças na forma de eleição para cargos legislativos, com a adoção do sistema chamado “distritão”, além de alterações no fundo partidário, crimes eleitorais e a até do sistema presidencialista para outro modelo.

Nesta semana, uma comissão especial da Câmara aprovou uma PEC de relatoria da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), que altera algumas previsões constitucionais sobre as eleições, como a adoção do distritão. O texto ainda precisa passar pelo Plenário e depois ser votado no Senado.

Kelli Kadanus

Kelli Kadanus, jornalista, cronista, tia coruja. Escrevo para tentar me entender e entender o mundo. É assim desde que aprendi a juntar sílabas. Sonho em mudar o mundo e as palavras são minha única arma disponível.

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