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Após dar selinho, mulheres são expulsas de boliche e sofrem agressões

Após dar selinho, mulheres são expulsas de boliche e sofrem agressões
Jovem é vítima de homofobia no DF (Foto: Reprodução)

Brenda Araújo, de 24 anos, afirma ter sido vítima de homofobia após dar um selinho em sua namorada em um boliche do Distrito Federal. A jovem relatou nas redes sociais, que foi para o local com amigos no último dia 27. Após dar um selinho na morada foi vítima de agressões.

“A filha do proprietário me viu dando um selinho na Djeanne no banheiro e mandou a gente ir embora. Depois, dois funcionários apareceram e empurraram eu e a minha namorada. Um deles ainda deu um soco no rosto do meu amigo, tomaram meu celular e ameaçaram quebrar o aparelho. Fomos expulsos de lá”, diz Brenda em um vídeo publicado por ela nas redes sociais.

A namorada, Djeanne Rodrigues, também de 24 anos, já trabalhou no local e foi convidada para a festa de aniversário da filha do proprietário, onde compareceu com os amigos.

Após serem vítimas de homofobia, as jovens registraram boletim de ocorrência no 13ª DP, que fica em Sobradinho, no Distrito Federal. A jovem afirma que dentro da delegacia, foi alvo de uma nova tentativa de agressão. “Eles tentaram vir para a cima da gente novamente. A mulher, que estava mais exaltada, ainda chamou o meu amigo de ‘viado desgraçado’. De acordo com eles, a violência se deu porque era um ambiente de família, ia contra as diretrizes, apesar de ter vários casais héteros se pegando no saguão”, relatou.

Mesmo após a saída da delegacia, a confusão continuou. A jovem afirma que dois homens começaram a segui-los e tentaram agredi-los dentro de um supermercado. As vítimas precisaram voltar para a delegacia.

Aumento no número de crimes de homofobia

Mesmo durante a pandemia e com a subnotificação da violência contra essa população nos estados, os registros de estupro de pessoas LGBTQIA+ saltaram de 95 para 179 entre 2020 e 2021, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública na última terça-feira (28), reconhecido como Dia do Orgulho LGBTQIA+. Os resultados mostram que o a comunidade convive com um aumento de 88,4% na violência sexual contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, queer, intersexuais, assexuais e outras orientações ou identidades. Além disso, os crimes de lesão corporal dolosa (intencional) e assassinatos de LGBTQIA+ também cresceram em 35% (de 1.271 para 1.719) e 7% (de 167 para 179), respectivamente.

Em números absolutos, o Anuário constatou 448 agressões, 84 estupros e 12 homicídios a mais contra a população LGBTQIA+ entre 2020 e 2021. No entanto, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Sul não apresentaram informações sobre a violência contra a população LGBTQIA+ entre 2020 e 2021, demonstrando a subnotificação dos casos. Juntas, essas unidades federativas representam cerca de 46% da população brasileira. 

Nesse sentido, a ausência de registros nos estados citados torna impossível dimensionar o índice de violência contra a população LGBTQIA+ entre quase a metade dos brasileiros, ou cerca de 98 milhões de habitantes. Apenas em São Paulo um milhão de pessoas (2,3% da população) se declara homossexual ou bissexual, segundo a primeira pesquisa do IBGE sobre orientação sexual dos brasileiros, divulgada no dia 25 de maio de 2022. 

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band, Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços, é host do Podcast Distraídos.

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