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Aprovação a Bolsonaro cai para o nível mais baixo desde início do governo

Aprovação a Bolsonaro cai para o nível mais baixo desde início do governo
Foto: Marcos Corrêa/PR

A Pesquisa Atlas divulgada nesta segunda-feira (29) mostra a aprovação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no patamar mais baixo desde o início do governo, em 2019. Segundo a pesquisa, 29,3% dos brasileiros aprovam o governo. É a primeira vez que esse índice é menor que 30%. Já os brasileiros que rejeitam Bolsonaro são 65,3%.

De acordo com o levantamento, 19% dos eleitores consideram a gestão Bolsonaro boa ou ótima; 20% consideram o governo regular; e 60% consideram o governo ruim ou péssimo. A pesquisa Atlas ouviu 4.921 pessoas de forma online entre os dias 23 e 26 de novembro. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

Para 59% dos eleitores, os principais problemas do país são questões como desemprego, inflação, pobreza e desigualdade social. Somados, esses problemas são enxergados como mais graves do que a corrupção, apontada como maior problema do país por 21,4% dos entrevistados – esse índice já chegou a 40% em 2018, o que impulsionou a campanha do presidente.

Problemas como acesso à educação (5,5%), à saúde (5%); criminalidade (3,9%) e degradação do meio ambiente (1,5%) também foram apontados pela pesquisa.

Crônicas do governo Bolsonaro

O Papo do Avesso recebeu a jornalista Miriam Leitão, autora do recém-lançado “A Democracia na Armadilha: Crônicas do desgoverno”. Na obra, a autora faz uma coletânea de colunas escritas por ela sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Para ela, Bolsonaro é uma ameaça à democracia brasileira por ser uma figura declaradamente antidemocrática e por estar no centro do poder. “Ele está usando todos os recursos da presidência contra a democracia. A democracia está sob ataque a partir do coração da República”, diz a jornalista.

Para a jornalista, é natural que novas gerações não enxerguem o perigo que a democracia brasileira corre. “Tenho que usar o que eu aprendi, o que vivi, o que senti na pele, minhas cicatrizes em favor da democracia”, afirmou. Miriam Leitão sofreu na pele os anos de chumbo, considerados os mais duros da Ditadura Militar. Emocionada, ela lembrou que o preço pago pelo Brasil pelos anos na ditadura foi alto demais. Ela faz um alerta sobre o governo Bolsonaro e seu viés autoritário. “Se continuarmos nesse passo, a democracia morre no final”.

Kelli Kadanus

Kelli Kadanus, jornalista, cronista, tia coruja. Escrevo para tentar me entender e entender o mundo. É assim desde que aprendi a juntar sílabas. Sonho em mudar o mundo e as palavras são minha única arma disponível.

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