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AQUELE TAL DE BEIJO GAY

AQUELE TAL DE BEIJO GAY

Olá querides leitores e leitoras desse nosso Brasil plural e diverso. Sabe aquele beijo gay que você vê nas novelas com rara frequência e, muitas vezes, de forma tão sutil que passa despercebido? Então, hoje vamos falar de beijocas e tentar mostrar porque é importante dizer e tratar com naturalidade.

A teledramaturgia brasileira sempre teve papel na representatividade dentro da casa dos brasileiros. Pela influência exercida sobre a sociedade, dar visibilidade a uma trama mais real e mais didática sobre as várias relações homoafetivas é de suma importância para a comunidade LGBTQIA+.

Desde os anos 1950, quando foi ao ar a primeira telenovela brasileira, autores e diretores buscaram retratar o tema homoafetivo de forma mais discreta ou caricata. Porém, nem todas as personagens foram bem recepcionadas e, na maioria das vezes, elas “sumiam” repentinamente – como no caso de Leila (Silvia Pfeiffer) e Rafaela (Christiane Torloni) em ‘Torre de Babel’ (1998). 

A jornada pela conquista da exibição de personagens LGBTQIA+ tem sido imensa desde então e a luta, infelizmente, está longe de acabar. É preciso ainda bater nas mesmas teclas, escancarar os preconceitos para dar voz à este público que também consome novelas, filmes e tramas como qualquer outro telespectador.

E depois de “problematizar” não poderíamos encerrar esse texto sem mostrar as beijocas que já apareceram na TV e que repercutem muito quando o assunto é “beijo gay”.

Luciana Vendramini e Giselle Tigre – ‘Amor e Revolução’ (2011)

 

Foto: Reprodução/SBT

Na novela escrita por Tiago Santiago e exibida no SBT, as personagens Giselle e Luciana deram o primeiro beijo gay da TV aberta brasileira. Enquanto a Globo não se decidia sobre o tema, a emissora de Sílvio Santos saiu na frente e transmitiu a cena. 

Thiago Fragoso e Mateus Solano – ‘Amor à Vida’ (2013)

Foto: Reprodução/TV Globo

O vilão Félix, vivido pelo ator Mateus Solano, protagonizou junto com Thiago Fragoso (Niko) o beijo gay da emissora Globo em 2013. Walcyr Carrasco resolveu dar foco ao personagem que já era polêmico e irreverente. O tão esperado momento foi exibido apenas nos minutos finais do último capítulo da novela que obteve uma audiência acima de meta esperada e arrancou elogios pelas redes sociais.

Tainá Muller e Giovanna Antonelli – ‘Em Família’ (2014)

Foto: Reprodução/TV Globo

A despedida do dramaturgo Manoel Carlos do horário nobre da Globo marcou também o primeiro beijo entre duas mulheres na emissora. A história da artista Marina (Tainá), que se envolveu com Clara (Giovanna) nem gerou tanta repercussão – visto que a novela vinha sofrendo quedas bruscas na audiência pela trama considerada “fraca” -, mas não deixou de ter sua importância na TV.

Manoela Aliperti e Giovanna Grigio – ‘Malhação: Viva a Diferença’ (2017)

Foto: Reprodução/TV Globo

Com o folhetim vencedor do Emmy Internacional de melhor série, a trama de Malhação “Viva a diferença”, protagonizou o primeiro beijo gay da novela. O autor optou por unir duas figuras muito queridas e deu super certo! 
A química entre Samantha (Giovanna) e Lica (Manoela) funcionou para o público mais jovem de ‘Malhação’. Com a boa aceitação, o primeiro beijo lésbico foi ao ar depois de 27 temporadas da clássica novela teen.

Falar sobre os beijos “gays” e relembrar tais cenas é reafirmar que existem sim amores diversos fora da heteronormatividade. E assim, como tudo neste nosso mundo colorido, dar exposição é importante para que haja visibilidade em relação a esse assunto, foram grandes passos até aqui e outros tantos certamente virão.

Meu desejo é que um dia possamos parar de falar em dar voz e começarmos a falar com naturalidade e simplicidade que o público LGBTQIA+ precisa para se sentir parte, porque de fato fazemos parte.

Então é isso, semana que vem temos mais historinhas pra contar, siga o Regra nas redes sociais e acompanhe tudo com a gente! ^^

Jhey Borges

Jenifer Borges, publicitária, colunista e ativista das causas das mulheres, negros, jovens e LGBTQIA+, escrever é um ato político desde que suas palavras sejam condizentes com igualdade social e sua própria índole

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