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Arthur do Val, Gabriel Monteiro, Renan Santos, práticas sexuais horrendas e o fim do MBL

Arthur do Val, Gabriel Monteiro, Renan Santos, práticas sexuais horrendas e o fim do MBL
Arthur do Val, Renan Santos e Gabriel Monteiro sofrem acusações sobre práticas sexuais

O Movimento Brasil Livre (MBL) nasceu sob a promessa de defender a pauta libertária, combater a corrupção e a má política. Não demorou muito para se abraçar em temas conservadores nos costumes. Logo o MBL se colocou contrário à exposições artísticas que cometiam, segundo movimento, atentado ao pudor. Líderes políticos surgiram, como o deputado estadual Arthur do Val (UNIÃO) e o vereador carioca Gabriel Monteiro (PL), esse segundo não faz mais parte do movimento, mas cresceu com ele. Dois políticos que devem perder seus mandatos por terem tido tornados públicos conteúdos de suas vidas sexuais.

Arthur e Gabriel são youtubers e apoiaram Jair Bolsonaro (PL) em algum momento. Os dois ficaram conhecidos por serem combativos em seus vídeos. Ambos invadiram hospitais. Ambos são acusados por conteúdo sexual, no mínimo, impróprio. Essa última acusação também paira contra Renan Santos, coordenador nacional do MBL.

Não é razoável colocar os três na mesma toada, é verdade. Gabriel Monteiro filmou sexo com adolescente e, nesta semana, voltou a circular vídeo dele beijando criança de 10 anos no pescoço como sendo uma “brincadeira”. Já Arthur e Renan são acusados de se aproveitarem da pobreza no leste europeu para praticar, ou assim desejar fazer, turismo sexual. Foi vazado um áudio do ainda deputado Arthur do Val, em meio à guerra na Ucrânia, falando que as refugiadas eram fáceis porque eram pobres. Ele também disse que voltaria ao país devastado para se aproveitar dessa suposta facilidade. Em outras palavras, queria praticar turismo sexual, mesmo que não pagasse para isso.

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Nos áudios ele cita Renan dos Santos como sendo um expert no assunto. Mamãe Falei, apelido que Arthur do Val colocou em si mesmo, aponta Renan como o autor de “dicas” para conseguir transar com mulheres pela região. Arthur afirma que Renan pratica com frequência Tour Blond, em uma referência a turismo sexual.

Os mesmos líderes que quiseram fechar uma exposição em um museu por ter um homem pelado, são acusados de práticas horrendas, que vão frontalmente contra qualquer senso moral que os mesmo sempre afirmaram defender.

Começo do fim do MBL

Hoje podemos estar assistindo ao começo do fim do MBL como conhecemos. Arthur do Val irá comparecer no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e convocou manifestantes a comparecerem em solidariedade a ele. Ele acredita que ter um áudio, que ele mesmo jamais negou ser dele, provando que ele quer se aproveitar da pobreza de refugiadas de guerra para fazer turismo sexual, não deveria ser punido com a perda do mandato. Ele quer que manifestantes compareçam para defendê-lo. O que será um tiro no pé, lhes garanto.

Na última manifestação que o movimento tentou convocar contra o presidente Bolsonaro – que eles apoiaram nas eleições e depois de ajudarem a o eleger desembarcaram – flopou. Hoje, após o fracasso eminente dessa desesperada convocação, o movimento sairá ainda mais fragilizado.

Moralmente o MBL não tem mais envergadura, tendo por tanto um dos falsos pilares que o levantou despedaçado. Popularmente o MBL já não tem poder de convocação, caindo por terra um segundo pilar de sua ascensão. Politicamente, até aqui, o MBL jamais conseguiu conquistar relevância, tendo assim o terceiro pilar como natimorto.

Resta ao MBL a defesa intransigente da pauta libertária e do combate à corrupção, sendo essa a única possibilidade de sobrevivência. Com a provável eleição do ex-presidente Lula (PT), o Movimento Brasil Livre tentará se agarrar ao antagonismo petista, sendo oposição de toda e qualquer pauta levantada pela base do provável futuro governo. O movimento vai então disputar a cotoveladas espaço com o bolsonarismo, que tem se mostrado muito mais barulhento e, de certa forma, eficaz.

O MBL como conhecemos está morrendo, mas, por se tratar de um movimento composto por pessoas de poder aquisitivo alto, pelo menos quando falamos de sua cúpula, a tendência é que renasça, ainda que muito menos relevante, e um novo MBL surja com uma máscara para tampar as marcas das sujeiras sexuais e éticas das suspeitas que circundam seus membros ou ex-filiados.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band e Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços.

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