ARTHUR LIRA DIZ QUE NÃO HÁ JUSTIFICATIVA PARA ABERTURA DE UM PROCESSO DE IMPEACHMENT CONTRA BOLSONARO

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, declarou que não vê razões para a abertura do processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo Lira, é preciso aguardar novos acontecimentos e que até o momento não há nenhum fato novo e forte o suficiente para a abertura do processo.

Em entrevista nesta terça-feira (6), à Rádio Jovem Pan, Lira foi questionado sobre as denúncias de prevaricação e possíveis participações em esquema de rachadinhas, quando ainda era deputado federal, das quais Bolsonaro é alvo. De acordo com o presidente da Câmara, a CPI da Pandemia, que está em andamento, investiga algumas dessas denúncias e lembrou que há um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Lira considera que um impeachment desestabilizaria o país.

Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

“Não podemos institucionalizar o impeachment no Brasil. Não podemos instabilizar o Brasil a cada presidente eleito. As eleições são feitas de quatro em quatro anos para escolher o presidente”, afirmou Lira. “Nesta situação, o que a CPI está trazendo são depoimentos, que trouxeram uma realidade que está sendo investigada. O inquérito no STF está tendo andamento normal, sem açodamento. Neste momento, a presidência da Câmara tem o papel de atuar com imparcialidade e neutralidade”, concluiu.

Bolsonaro é o presidente com mais pedidos de impeachment no Brasil

Partidos e movimentos da sociedade civil protocolaram, nesta quarta-feira (30), mais um pedido de impeachment do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido) na Câmara dos Deputados. Essa é uma ampla articulação que gerou o super pedido de impeachment, com todos os crimes cometidos por Bolsonaro desde sua posse, no dia 1º de janeiro de 2019. Até agora, já foram registrados mais de 120 pedidos de impeachment na Câmara. 

O peso político desse pedido carrega a pressão da sociedade que se mobilizou em dois grandes atos pelo impeachment do presidente que aconteceram no dia 29 de maio e no dia 19 de junho de 2021. O pedido atual também acusa Bolsonaro de prevaricação no escândalo da compra da vacina Covaxin e também é o primeiro assinado por movimentos sociais depois da realização dos protestos.

Segundo dados levantados pela Agência Pública, Bolsonaro é o presidente que mais sofreu pedidos de impeachment no Brasil, sendo este de quarta-feira o 123º. Dilma Roussef sofreu 68 pedidos, Luiz Inácio Lula da Silva, 37, Michel Temer, 31, e Fernando Henrique Cardoso, 24.

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