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PF OUVE DEPOIMENTO DE EX-ASSESSOR DE TRUMP EM BRASÍLIA NESTA TERÇA-FEIRA

PF OUVE DEPOIMENTO DE EX-ASSESSOR DE TRUMP EM BRASÍLIA NESTA TERÇA-FEIRA
Foto: Reprodução Twitter

A Polícia Federal (PF) ouviu nesta terça-feira (7) o depoimento do empresário Jason Miller, ex-braço direito de Donald Trump e fundador da rede social de direita Gettr. O depoimento ocorreu no Aeroporto Internacional de Brasília. Ele foi ouvido sobre a suposta participação em atos antidemocráticos no Brasil.

Milhares de manifestantes se reuniram nesta terça-feira (7) na Esplanada dos Ministérios em um ato com pautas antidemocráticas, como o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) e a volta da ditadura. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) discursou diante dos manifestantes e fez ameaças golpistas ao STF.

Foto: Reprodução Twitter

“Ou o chefe desse poder enquadra o seu, ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, disse Bolsonaro, em alusão ao presidente do Supremo, Luiz Fux, e o ministro Alexandre de Moraes.

A ordem para o depoimento de Miller partiu de Moraes. Ele estava no Brasil para participar da Conferência de Ação Política Conservadora (Cpac). Em Brasília, Miller se encontrou com Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e com o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

A PF também ouviu o depoimento de Gerald Brant, que é amigo da família Bolsonaro e do estrategista político norte-americano Steve Bannon. Os dois foram ouvidos no inquérito das milícias digitais, no STF. Miller e Brant estão no radar das investigações porque as redes sociais bolsonaristas reproduzem o modelo trumpista ao tentar desacreditar as urnas eletrônicas.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) usou spray de pimenta nesta terça-feira (7) para conter manifestantes pró-Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios. Um grupo de manifestantes tentou romper um bloqueio perto do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubando grades de proteção e causando confusão.

Os manifestantes foram convocados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para participar de um ato com pautas antidemocráticas, com ameaças a ministros do STF e ao Congresso Nacional. Na semana passada, Bolsonaro chegou a dizer que os atos do feriado seriam “um ultimato” a ministros do Supremo.

A utilização de PMs em uma tentativa de Bolsonaro em criar uma ruptura institucional é vista com preocupação por governadores e especialistas em segurança pública. Um estudo divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) acende um alerta sobre a radicalização das forças de segurança pública no Brasil. O estudo mostra um salto na participação de oficiais da Polícia Militar e profissionais da Polícia Civil em ambientes radicais. 

A temperatura da crise tem aumentado, assim como a apreensão entre políticos em Brasília. Dentre as ameaças feitas por apoiadores de Bolsonaro e que circulam nos bastidores da política está a de uma possível invasão de manifestantes ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Embora, nos bastidores, seja dado como certo que as Forças Armadas não embarcariam em uma aventura golpista, a situação das polícias militares não é tão cristalina. 

Nesta segunda-feira (6), ex-presidentes, ministros e parlamentares de 26 países demonstram preocupação com manifestações bolsonaristas de 7 de setembro. Mais de 150 autoridades assinam o documento capitaneado pela rede global Progressive International.

“Nós, representantes eleitos e líderes de todo o mundo, soamos o alarme: Em 7 de setembro de 2021, uma possível insurreição colocará em perigo a democracia no Brasil”, diz trecho da carta.

Kelli Kadanus

Kelli Kadanus, jornalista, cronista, tia coruja. Escrevo para tentar me entender e entender o mundo. É assim desde que aprendi a juntar sílabas. Sonho em mudar o mundo e as palavras são minha única arma disponível.

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