Eu, católico, aprendi a amar Iemanjá

“2 de Fevereiro, dia da Rainha Que pra uns é branca, pra nóiz é pretinha” (Emicida – Baiana) Embora na minha árvore genealógica não exista uma grande representatividade de religiões espiritualistas e de matriz africana, esse tema nunca me foi estranho ou dado como tabu. Vez ou outra até ouvia em conversas com conhecidos que alguém havia ido a um terreiro, que esteve com alguém … Continuar lendo Eu, católico, aprendi a amar Iemanjá

As minas no topo é uma afronta

Comecei a ouvir Rap lá por 2002. Racionais, Estilo Cachorro, foi a música que me iniciou nesse universo. Pra mim a cultura do Ritmo e Poesia era isso: levada envolvente, rimas, homens armados e com roupa larga cantando um monte de coisa que minha mãe não ia gostar de me ver repetindo. Na minha cabeça de garotinho de 9 anos rap era coisa de homem, … Continuar lendo As minas no topo é uma afronta

Mandume e o verdadeiro significado de representatividade

A canção Mandume, do rapper Emicida, é um banho de representatividade desde seu lançamento em 2015. Além dos versos cheios de referências e interpretados por grandes expoentes da luta pelas bandeiras sociais, a canção carrega o nome de um dos maiores símbolos da resistência do povo angolano, Mandume-ya-Ndemufayo. Aparentemente, a proposta da canção sempre foi cutucar os vespeiros da ignorância e do preconceito em todas … Continuar lendo Mandume e o verdadeiro significado de representatividade