A TEMPORADA DE IPO’S ESTÁ ABERTA NA B3

Olá querido leitor/querida leitora! Tudo bem com você? Espero que sim. Se nos últimos meses você passou os olhos no caderno de economia do seu periódico predileto, é bem provável que tenha encontrado as seguintes três letrinhas em alguma matéria: IPO. É sobre esse evento, cada vez mais recorrente, que vamos nos aprofundar na coluna de hoje. Você sempre poderá conferir meus escritos anteriores nesse link aqui.

Se você acompanha nossas colunas semanais, sabe que o cenário de juros soberanos – aqueles determinados pelos bancos centrais do mundo – tem sido de valores cada vez mais baixos. Para o caso brasileiro, até não muito tempo atrás tínhamos atingido o patamar recorde de 2% ao ano para a taxa Selic, algo nunca antes cogitado. Mas o que taxas de juros tem a ver com o assunto de hoje?

As taxas de juros soberanas são consideradas as principais balizadoras das economias nacionais. São elas que determinam o custo do capital, ou seja, o “custo” do dinheiro disponível para operações financeiras. Pense comigo: é mais barato pagar um empréstimo que tem taxa de 3% ao ano ou 10% ao ano? Logicamente, uma dívida com juros baixos é mais barata de se pagar do que sua contrapartida com alta taxa. É aí justamente nesse contexto – que atravessamos em todo globo – que a explosão de IPO’s acontece.

Cabe aqui mais uma explanação, dessa vez sobre a sigla que tanto falamos até agora: IPO vem do inglês Initial Public Offering, ou em português oferta pública inicial. Ela é o processo pelo qual empresas de capital fechado – geralmente com pouco acionistas ou sócios – se tornam públicas, ou seja, tem parte das suas cotas abertas para negociação em um bolsa de valores. Mas qual a vantagem de abrir capital para outros acionistas? Nesse processo, a empresa recebe um aporte de dinheiro para financiar novas atividades ou expansões, já que os novos acionistas compram as novas cotas ofertadas pela empresa. Com isso, eles têm direito de receber os lucros futuros que a operação porventura tenha, na proporção de cotas das quais forem donos.

Voltando a nossa relação entre os juros baixos e os IPO’s, com o menor custo de se tomar empréstimos, muitos investidores de grande porte fazem justamente esse tipo de operação: tomam emprestado dinheiro a juros baixos, e investem em empresas que estejam ofertando novas cotas nos processos de abertura de capital. Com isso, tais investidores esperam receber lucros que possam não só saldar a dívida tomada, como também auferir um valor adicional, seja vendendo as cotas compradas no momento inicial, seja ao receber os resultados futuros da empresa investida.

Na nossa B3, alguns cases mais recentes de IPO são a rede de academias Smartfit (SMFT3), a dona da rede de postos de combustíveis Shell Raizen (RAIZ4), a exploradora de petróleo 3R (RRRP3) e o braço de seguridade da Caixa Econômica Federal, Caixa Seguridade (CXSE3). Com as estreantes, o mercado de capitais brasileiro ganha maior diversidade, e novas possibilidades se abrem para que o pequeno investidor possa participar do crescimento de grandes empresas da economia nacional.

Até a próxima semana!

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