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Por picuinha política, Governo Bolsonaro nega ajuda internacional para Bahia

Por picuinha política, Governo Bolsonaro nega ajuda internacional para Bahia
Bahia recebeu em dezembro o maior acumulado de chuvas dos últimos 32 anos (Foto: Isaque Nóbrega/PR)

O Ministério das Relações Exteriores negou o pedido do governador da Bahia, Rui Costa (PT), para envio de ajuda humanitária da Argentina às cidades tomadas pelas chuvas no estado, que já afetaram  629.398 pessoas, desabrigou 91.258, feriu 434 e matou 24.

Documento obtido pelo G1, mostra que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que os R$ 200 milhões enviados pelo governo ao Ministério de Infraestrutura para reconstruir estradas da Bahia, Amazonas, Minas Gerais, Pará e São Paulo, são suficientes para enfrentar a emergência.

Até este momento, Bolsonaro segue de férias em Santa Catarina, sem se solidarizar com as vítimas, e tem publicado fotos e vídeos de sua viagem, demonstrando um clima de alegria.

O governador Rui Costa publicou a carta com a solicitação pelas redes sociais na última quarta-feira (29), onde pediu celeridade para aceitar a ajuda. “Com a união de esforços, vamos superar este difícil momento. Agora, a missão argentina aguarda a autorização do Ministério das Relações Exteriores para que possam vir à Bahia. Agradeço aos argentinos e peço ao Governo Federal celeridade na autorização para a missão estrangeira”, escreveu.

De acordo com governador baiano, o país vizinho ofereceu envio imediato de dez profissionais especializados nas áreas de água, saneamento, logística e apoio psicossocial para vítimas de desastres, mas, segundo o governo brasileiro, até este momento não se faz necessária tal ajuda.

O comunicado do Itamaraty, revelado pelo G1, deixa a entender que o governo federal considera que a situação não é tão grave. “Na hipótese de agravamento da situação, requerendo-se necessidades suplementares de assistência, o Governo brasileiro poderá vir a aceitar a oferta argentina de apoio da Comissão Capacetes Brancos, cujos trabalhos são amplamente reconhecidos”, diz o documento.

Picuinha ideológica

Por traz da negativa está a picuinha ideológica do governo federal. O governador da Bahia é do Partido dos Trabalhadores, principal adversário de Bolsonaro e este, provavelmente, é o motivo do presidente da República não ter ido ao estado baiano que está tomado pela catástrofe. Já o presidente da Argentina, Alberto Fernandéz, que é de esquerda, é alvo constantes de ataques do mandatário brasileiro.

A Bahia está recebendo o maior acumulado de chuvas para dezembro em 32 anos e, enquanto isso, Jair Bolsonaro segue de férias, sem perspectiva de visita aos brasileiros que estão sofrendo.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band, Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços, é host do Podcast Distraídos.

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