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Bolsonaro volta a ameaçar democracia para que ninguém fale do desemprego e inflação recorde

Bolsonaro volta a ameaçar democracia para que ninguém fale do desemprego e inflação recorde
Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Anderson Riedel/PR)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) está desesperado para que os jornais ignorem a maior inflação para o mês de abril desde 1995, mais uma alta nos combustíveis, dólar em disparada e gás de cozinha a quase 10% do salário mínimo. Para isso promove circo com Daniel Silveira (PTB-RJ) e diz que Forças Armadas precisam validar os resultados das eleições. Ele insiste em ameaçar a democracia para que ninguém perceba os péssimos resultados da sua gestão.

Essa é a tática que ele vem adotando desde o início do governo. Sempre que tem um escândalo, ele cria outro maior; uma crise, ele cria outra mais robusta; um crime, ele comete outro mais indecente. Esse último adjetivo, inclusive, é perfeito para descrever o que é o governo Bolsonaro.

A taxa de desemprego no Brasil irá fechar o ano entre as maiores do mundo, segundo levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating. A agência usou como base as novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia global. É por isso que Bolsonaro concedeu perdão a Daniel Silveira.

A cenoura está batendo alta de 200% nos últimos 12 meses e o tomate está 117% mais caro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É por isso que Bolsonaro fez um evento para comemorar o perdão que concedeu ao delinquente.

O dólar voltou a ultrapassar os R$ 5,00 e a gasolina teve um novo aumento, segundo nesta semana. É por isso que Bolsonaro está tentando criar nova crise entre as Forças Armadas e o Judiciário brasileiro.

No fundo, o que o indecente do chefe do Executivo quer, é criar mais uma cortina de fumaça. Ele deseja controlar o que é dito nos veículos de comunicação para que sua péssima gestão não seja comentada.

Mídia deve ignorar Bolsonaro?

Aí entra aquela fatídica questão que sempre vem à tona: a imprensa deve ignorar a cortina de fumaça de Bolsonaro? Os atores políticos precisam se calar diante dos arroubos autoritários? Ninguém pode entrar nessa dança? Se você acredita que o ostracismo seria o melhor caminho, sinto lhe informar que está errado.

Bolsonaro já provou por inúmeras vezes que tem pavor à democracia. Se ele puder, dará “um golpe no primeiro dia”, conforme ele mesmo já disse. A grande questão é que até aqui ele não obteve a força e apoio necessário para implodir o Estado Democrático de Direito por inteiro, como deseja.

Então ele faz que nem aqueles cachorros de quintal, que são proibidos de entrar em casa. Deita na porta e vai se movimentando lentamente para frente, como um soldadinho, se ninguém mandar recuar, ele chega até a mesa de jantar e pega a carne. Até aqui, as instituições e mídia perceberam os movimentos e mandaram ele voltar para fora, antes de comer o último fio de democracia que nos resta. Mas se todos se calarem, para não dar palco para esse maluco que nos governa, ele vai cumprir o maior objetivo da vida dele: se tornar o ditador do maior país da América do Sul.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band e Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços.

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