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“Aqui é Bolsonaro”, disse homem ao assassinar tesoureiro do PT

“Aqui é Bolsonaro”, disse homem ao assassinar tesoureiro do PT
Momento em que agente penitenciário Guaranho mata tesoureiro do PT (Foto: Reprodução)

As poucas palavras que o policial municipal e tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, Marcelo Aloizio de Arruda, de 50 anos, ouviu do assassino antes de ser morto a tiros por um policial penal federal apoiador do presidente da República foi: “aqui é Bolsonaro, seus filhas da p*ta, é Mito”, segundo apontou uma testemunha ao jornal Metrópoles. O crime ocorreu em Foz do Iguaçu, no interior do Paraná, no final da noite de sábado (9).

Marcelo estava comemorando o aniversário de 50 anos, com o tema Partido dos Trabalhadores e ex-presidente Lula. O evento aconteceu na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu, na Vila A. O Boletim de Ocorrência aponta que o policial penal Jorge Jose da Rocha Guaranho chegou ao local armado, desceu do carro que estava com uma mulher e uma criança e, com a arma em punho, gritou que era apoiador de Jair Bolsonaro (PL).

Ele deixou o local e voltou sozinho para a festa, onde ninguém o conhecida. Guaranho chegou atirando contra o policial municipal, que revidou. Marcelo morreu a caminho do hospital e o assassino está internado na UTI.

Em entrevista à RPC, filiada da Rede Globo no Paraná, o secretário de Segurança Pública de Foz do Iguaçu, Marcos Antonio Jahnke, afirmou que Polícia Civil investigará as motivações do crime, mas que acredita que “foi uma intolerância política”.

Guaranho planejava chacina contra petistas

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Guaranho levou o fanatismo político às últimas consequências. Em suas redes sociais, era possível constatar fotos e mensagens de apoio ao presidente da República. Em sua conta no Instagram, que está como privada, a foto de perfil e a descrição deixa claro o apoio: “Bolsonaro 2022”. Nenhuma publicação permanece no ar.

rocha guaranhos

Segundo relato de uma testemunha ao Metrópoles, o assassino parou o carro em frente a festa e começou a gritar “aqui é Bolsonaro, seus filhas da p*ta, é Mito”. Marcelo se aproximou, achando que se tratava de alguma brincadeira, quando o assassino tirou a arma para fora da janela. Marcelo então jogou o copo de chopp na cara do homem e correu para se esconder. A mulher que estava com Guaranho começou a gritar com ele, que arrancou o carro falando que iria voltar e matar todo mundo.

Mesmo achando que o bolsonarista não cumpriria a promessa, o policial municipal achou melhor buscar sua arma. Entre 15 a 20 minutos depois o assassino voltou para cumprir a promessa de chacina. Eram 23:50, quando Marcelo o viu armado, e apontou a arma na direção do bolsonarista, dizendo que era policial. Foi então que o assassino atirou na perna do policial municipal e se aproximou para terminar a execução. Chegou a atingir Marcelo, que já estava no chão. Mas o policial municipal conseguiu revidar e acertar Guaranho. Atingido, ele caiu. Logo um homem se aproximou, chutou a cabeça do assassino e recolheu a arma.

Para as testemunhas, ao atingir o assassino, Marcelo impediu que uma chacina acontecesse.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band, Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços, é host do Podcast Distraídos.

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