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APROVAÇÃO DE BOLSONARO CAI DE 28% PARA 23% E REPROVAÇÃO SOBE DE 39% PARA 50%, MOSTRA PESQUISA

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Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Ipec mostra que a aprovação ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) caiu de 28%, em fevereiro, para 23%, em junho. Já a desaprovação subiu de 39% para 50% no mesmo período. O levantamento ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios, de 17 a 21 de junho. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos. 

Outros 26% dos entrevistados disse considerar o governo regular e 1% não soube ou preferiu não responder. O Ipec foi criado por ex-executivos do Ibope Inteligência após o seu encerramento.

Presidente da República, Jair Bolsonaro. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

A pesquisa também procurou saber a opinião dos eleitores sobre a forma de governar do presidente. Neste caso, 66% dos entrevistados disse reprovar a forma de governar do presidente, 30% disseram aprovar e 4% não souberam ou não quiseram responder.

Ainda segundo a pesquisa Ipec, 68% dos entrevistados não confia em Bolsonaro. Os que disseram confiar no presidente representam 30%. Outros 2% não sabem ou não quiseram responder.

Bolsonaro está cada vez mais pressionado pelo agravamento da pandemia de coronavírus, pelo atraso na vacina e pelos trabalhos da CPI da Pandemia no Senado.

Nesta quarta-feira (23), o senador e vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), revelou que as investigações da comissão mostraram indícios de corrupção do governo federal na compra da Covaxin, o imunizante indiano produzido pela farmacêutica Bharat Biotech. O superfaturamento dos imunizantes chega a 1.000%. 

“O Governo não deixou ‘somente’ de comprar a vacina em dezembro, mas escolheu comprar vacina superfaturada antes da autorização da Anvisa. Gastamos 10x mais e perdemos ainda mais vidas! Estamos indo rapidamente de omissão à ação em favor da morte!”, disse o senador em publicação no Twitter.

Integrantes da CPI receberam informações de que o presidente teria sido alertado pessoalmente sobre irregularidades na compra da vacina Covaxin.

Segundo o relato que chegou à CPI, esse aviso foi feito pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), irmão do chefe do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda. O deputado ainda denunciou à CPI a pressão da pasta para favorecimento da Precisa Medicamentos, representante da desenvolvedora da vacina, Barath Biontech, no Brasil.

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