BOLSONARO RECRIA MINISTÉRIO DO TRABALHO E NOMEIA ONYX LORENZONI COMO MINISTRO

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recriou nesta quarta-feira (28) o Ministério do Trabalho e Previdência e nomeou Onyx Lorenzoni, que ocupava a Secretaria-Geral da Presidência, como ministro. A movimentação faz parte da mini reforma ministerial realizada pelo governo federal. As mudanças também passam pela Casa Civil, que será comandada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), e pela Secretaria-Geral da Presidência, que passa a ser comandada por Luiz Eduardo Ramos, ex-ministro da Casa Civil.

O Ministério do Trabalho contará com até quatro secretarias em sua estrutura e sete colegiados. O Ministério será responsável pelas políticas e diretrizes sobre emprego, renda, relações de trabalho, previdência e de apoio ao trabalhador. A recriação da pasta foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (28). Como a recriação foi realizada através de Medida Provisória, a medida já passa a valer, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para ser definitiva.

O Ministério do Trabalho foi criado em 1930 e incorporado ao Ministério da Economia no governo Bolsonaro. Lorenzoni, nomeado ministro, deixa seu cargo na Secretaria-Geral da Presidência, o qual ocupava desde fevereiro. O general Eduardo Ramos substituirá Lorenzoni e tem seu cargo na presidência da Casa Civil ocupado pelo senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressista (PP) e membro do Centrão.

FOTO: Marcelo Camargo/ABr

Esse retorno da pasta faz parte da “minirreforma” ministerial anunciada por Bolsonaro na semana passada e tem a intenção de gerar mais apoio para o chefe do Executivo no Congresso, especialmente no Senado, onde a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid vem gerando algumas polêmicas e diversos desgastes na imagem do governo Bolsonaro.

Bolsonaro sofre pressão sobre decisão de fundo eleitoral

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem até o dia 6 de agosto para decidir se vai sancionar ou vetar o fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado pelo Congresso Nacional. O presidente já afirmou que a “tendência” é que o valor seja vetado, mas isso não quer dizer que os partidos ficarão sem dinheiro para a campanha no ano que vem. Bolsonaro tem três opções a partir de agora: vetar, sancionar ou tentar modificar o valor, através de uma mensagem modificativa.

A aprovação de um fundão eleitoral de quase R$ 6 bilhões causou uma repercussão negativa nas redes sociais e apoiadores do governo tentaram tirar a sua digital, criticando o fundo de financiamento de campanhas. Apesar disso, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, que trouxe valor do fundão eleitoral, foi aprovada com facilidade. Foram 278 votos a favor, 145 contra e uma abstenção entre os deputados e 40 a 33 entre os senadores. Os filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), votaram pelo projeto que triplicou o fundão.

Confira a explicação sobre o assunto com Kelli Kadanus e Rogério Galindo no Anexo V:

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: