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Brasil registra mais de mil casos de violência política no governo Bolsonaro

Brasil registra mais de mil casos de violência política no governo Bolsonaro
Brasília - Deputado Jair Bolsonaro discursa durante sessão para eleição do presidente da Câmara dos Deputados e demais membros da mesa diretora (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Enquanto o país acompanha a investigação sobre a chacina cometida por um apoiador de Jair Bolsonaro no Paraná, que resultou na morte de um tesoureiro do PT e teve possível motivação política, um levantamento mostra que esse não é um caso isolado. Do início da presidência de Jair Bolsonaro (PL) até o fim do primeiro trimestre deste ano, o Brasil foi alvo de 1.108 casos de violência política. É o que aponta o Observatório da Violência Política e Eleitoral no Brasil, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. No período de janeiro a março, foram 113 casos registrados, um aumento de 48,7% em comparação aos três meses anteriores.

No primeiro trimestre de 2022, segundo o levantamento, 23 estados tiveram ao menos um caso de violência política. Amapá, Distrito Federal, Piauí e Santa Catarina não computaram nenhuma situação. O estado que lidera o ranking é o Rio de Janeiro, com 14 registros, seguido de Bahia e Pará (12 em cada). O Paraná é o décimo colocado.

Apesar da maior parte dos violências serem ameaças, que são 52 casos. Homicídios causados por motivações políticas totalizam 21, em segundo lugar na análise. Os pesquisadores do Grupo de Investigação Eleitoral (GIEL), que conduzem o levantamento, revelam ainda que as mortes aconteceram em 11 dos 27 estados. Bahia com 6 casos, o Pará com 5 e Rio de Janeiro com 4.

Dentre os partidos políticos atingidos por agressores, o Partido dos Trabalhadores foi a principal vítima, com 10 violências. No entanto, não há um campo ideológico que concentre o número de casos. As siglas no topo da lista são Republicanos (9), PP (8), PSOL (8), União Brasil (8), MDB (7) e PL (7).

Como delimitação para a análise, o Observatório da Violência Política e Eleitoral no Brasil considera lideranças políticas ocupantes e ex-ocupantes, de cargos eletivos, candidatos, ex-candidatos, funcionários da administração pública ligados a governos e pré-candidatos – dada a proximidade com o período eleitoral.

Em 2020, no contexto das eleições municipais, os números de violência política bateram recorde. Do segundo para o terceiro trimestre, o levantamento registrou aumento de 44%. Do terceiro para o quarto, o volume de registros dispararam, com crescimento de 93,5%. Há o temor de que, com a chegada do pleito deste ano, o fenômeno se repita.

Eduardo Veiga

Estudante de Jornalismo e redator freelancer. Já trabalhou em Rádio Banda B, Portal Banda B e publicou no Jornal Plural. Atualmente, é estagiário no Regra.

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