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MANIFESTANTES CONTRÁRIOS A BOLSONARO SÃO PRESOS EM BRASÍLIA E ENQUADRADOS EM LEI DE SEGURANÇA NACIONAL

MANIFESTANTES CONTRÁRIOS A BOLSONARO SÃO PRESOS EM BRASÍLIA E ENQUADRADOS EM LEI DE SEGURANÇA NACIONAL
Foto: Repodução

A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu nesta quinta-feira (18) cinco manifestantes que protestavam contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Os manifestantes divulgavam um cartaz em que chamavam o presidente de genocida e foram levados para a Polícia Federal e enquadrados na Lei de Segurança Nacional (LSN). Eles foram liberados por volta das 15h30.

Em nota, a PM afirma que eles foram presos por infringir a LSN “ao divulgar a cruz suástica associando o símbolo ao Presidente da República”. “O grupo foi detido, na manhã desta quinta-feira (18), quando estendia, na Praça dos 3 Poderes, a faixa chamando o Presidente de genocida ao lado do símbolo nazista”, completou a corporação.

Foto: Repodução

A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) acompanha a situação dos manifestantes. “Estou tendo que ir embora agora da Câmara dos Deputados porque nós soubemos há pouco que alguns manifestantes que estavam em frente ao Palácio do Planalto foram detidos depois de abrir uma faixa contra Bolsonaro. A informação que nós temos, que nós estamos indo averiguar agora é que eles estão na Polícia Federal e que vão ser acusados, enquadrados na Lei de Segurança Nacional”, disse a parlamentar em um vídeo publicado nas redes sociais.

“É absurdo o que está acontecendo. É absurdo o que esse governo canalha, genocida tá fazendo, no meio da pandemia usando todos os aparatos públicos para perseguir seus opositores”, completou a deputada.

“Nós não podemos permitir a violência contra a democracia, a Constituição e o direito à livre manifestação”, disse o deputado federal Alencar Santana (PT-SP).

“Prender militantes do PT que estenderam faixa ‘Bolsonaro genocida’ em frente ao Palácio do Planalto é inaceitável. Pior ainda é enquadrar na Lei de Segurança Nacional. Já estamos numa ditadura?”, questionou a deputada Erika Kokay (PT-DF) nas redes sociais.

Também através do Twitter, o advogado criminalista Augusto Botelho afirmou que dezenas de pessoas têm recebido intimações para depor em delegacias por terem feito críticas ao governo. “Parece 1968, mas é 2021 mesmo. E tem gente achando tudo normal”, disse o advogado.

No ano passado, o governo Bolsonaro solicitou que o jornalista Ricardo Noblat, colunista da revista Veja, e o cartunista Aroeira fossem investigado com base na LSN, por causa da publicação da charge em uma rede social.

Criada na Ditadura Militar, a LSN já foi usada por Bolsonaro dezenas de vezes para enquadrar críticos e opositores. A Human Rights Watch (HRW) denunciou Bolsonaro por utilizar a lei para perseguir pessoas que discordam de suas decisões, especialmente durante a pandemia.

Nesta quinta-feira (18), a juíza Gisele Guida de Faria, da Justiça do Rio de Janeiro, concedeu uma liminar nesta quinta-feira (18) para suspender a investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática contra o youtuber Felipe Neto. Ele passou a ser investigado depois de chamar Bolsonaro de genocida.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Felipe Neto está organizando uma frente de advogados para assumir a defesa gratuita de todas as pessoas que forem investigadas ou processadas por se manifestarem contrariamente ao presidente. A frente “Cala a Boca Já Morreu” será integrada pelos escritórios de André Perecmanis, Augusto de Arruda Botelho, Beto Vasconcelos e Davi Tangerino.

Kelli Kadanus

Kelli Kadanus, jornalista, cronista, tia coruja. Escrevo para tentar me entender e entender o mundo. É assim desde que aprendi a juntar sílabas. Sonho em mudar o mundo e as palavras são minha única arma disponível.

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