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APÓS BOLSONARO ELOGIAR MORAES, CAMINHONEIROS COMEÇAM A DEIXAR ESPLANADA

APÓS BOLSONARO ELOGIAR MORAES, CAMINHONEIROS COMEÇAM A DEIXAR ESPLANADA
Foto: Erick Mota

Após de publicação de comunicado à nação, em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) elogiou as qualidades de jurista e professor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, os caminhoneiros que estavam em frente ao Congresso Nacional começam a ir embora.

Cerca de 30 minutos após a publicação do comunicado, os manifestantes, que prometiam que só sairiam dali depois da destituição dos ministros da Suprema Corte, passaram a retirar as faixas e sair com os caminhões.

Caminhoneiros deixam a Esplanada após Bolsonaro elogiar Alexandre de Moraes / Foto: Erick Mota

Vídeos e áudios dos caminhoneiros que trancaram as rodovias do país ontem (8) já demonstravam a decepção da categoria com o chefe do Executivo Nacional. Em um dos áudios, o presidente foi chamado de “frouxo” por um apoiador.

Bolsonaro convocou o povo às ruas, pediu apoio dos caminhoneiros prometendo parar o STF e, após ter uma adesão muito abaixo do que imaginava nas manifestações – prometeu 2 milhões em São Paulo e não chegou a 200 mil, nem teve o apoio pretendido das PMs – e de reações duras vindas dos demais Poderes e categorias, o mandatário recuou.

Recuo esse que aconteceu após se reunir com o ex-presidente Michel Temer, com quem passou quatro horas nesta quinta-feira (9).

Bolsonaro afirma que ameaçou o STF por causa do “calor do momento”

presidente Jair Bolsonaro (sem partido) divulgou uma nota nesta quinta-feira (9) em que diz que nunca teve “intenção agredir quaisquer dos Poderes” e que as ameaças feitas por ele ao Supremo Tribunal Federal (STF) no feriado de 7 de setembro foram pelo “calor do momento”.

A nota foi divulgada pelo presidente depois de duras reações, especialmente do Poder Judiciário, a seu discurso golpista nas manifestações antidemocráticas da terça-feira (7). Na Avenida Paulista, em São Paulo, Bolsonaro chegou a dizer a apoiadores que não respeitaria mais decisões do ministro Alexandre de Moraes, principal alvo da ira do presidente.

“Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, escreveu Bolsonaro. “Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum”, afirmou, ainda.

Na nota, Bolsonaro elogia Moraes, dizendo que ele tem qualidades como jurista e professor, e afirma que existem “naturais divergências em algumas decisões” do ministro.

“Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles”, completa Bolsonaro.

Regra dos Terços

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