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Casa que “jorra sangue” assusta moradores em Cambé (PR)

Casa que “jorra sangue” assusta moradores em Cambé (PR)
(Foto: Reprodução - Redes Sociais)

Divulgado nesta quarta-feira (27), um vídeo nas redes sociais registrou um líquido vermelho e semelhante à sangue escorrendo das paredes e móveis de uma casa na rua Para João XVII, localizada em Cambé (PR), na região metropolitana de Londrina. Realizada no mesmo dia da publicação do vídeo, a perícia da Polícia Civil do Paraná (PCPR) comprovou, através de exame laboratorial, que o líquido que jorra das paredes trata-se realmente de sangue, especificamente do tipo O positivo. Confira o registro no vídeo abaixo: 

Vídeo: Reprodução

Em um primeiro momento, a reação dos moradores foi pedir ajuda e orações em áudios e vídeos que circulam pelo Whatsapp, pois a família suspeitou, inicialmente, que o caso se tratasse de algo sobrenatural. Porém, o sangue pertencia a um dos moradores da residência: um senhor idoso que já estava com um ferimento em uma das veias da perna.

No entanto, sua filha não percebeu que o pai estava “esguichando” sangue na perna até ver o vídeo, do qual ela desconhece o autor. Após o ocorrido, a filha afirmou que buscou atendimento médico para o pai. As declarações foram obtidas pelo site Tem Londrina

Embora a filha do idoso tenha desmentido o lado “sobrenatural” do caso, a Polícia Civil irá investigar o caso.  Após a divulgação das imagens, várias pessoas começaram a se reunir em frente ao imóvel, sugerindo até mesmo que um padre exorcista visite a casa para “purificar” o sangue, que aparece no vídeo escorrendo de paredes, portas e outros móveis. Mas a médica da família, Camila Porto Lima, confirmou a versão dada pela filha do idoso que estava ferido. Ela afirma que o paciente faz uso de xarelto, um medicamento que aumenta o tempo de coagulação do sangue. Por isso, o homem teria jorrado sangue na parede da casa depois de se machucar.

Após a repercussão do caso, a própria médica publicou um vídeo em suas redes sociais para explicar os motivos por trás do volume de sangue retratado no vídeo. Segundo ela, essa quantidade se deve a uma lesão na pele xerótica, que é ressecada e, portanto, mais fácil de se ferir. Mesmo um ferimento pequeno demora mais tempo para parar de sangrar, quando há o uso do medicamento xarelto.

A Polícia Civil do Paraná é responsável pela investigação do caso, mas ainda não se pronunciou a respeito, nem divulgou avanços na apuração de informações e evidências.

Letícia Fortes

Estudante de Jornalismo na PUCPR e estagiária do Regra. Escrevo para evidenciar e esclarecer assuntos que exigem nossa atenção, pois essa é minha forma de defender uma comunicação humanizada, acessível e engajada socialmente.

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