Category Archives: Crônicas e poesias

Jesus Cristo e as Eleições de 2018

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Esse blog destina-se desde sua criação a levar seus leitores a pensarem diferente, ver a vida de um outro ângulo. Sempre evitamos aqui, o máximo possível, misturar a fé com a razão, a religião com a política. Mas devido as grandes proporções que os discursos religiosos tem tomado na sociedade para embasar discursos de ódio, acredito que esse é o momento de te chamar para analisar.

Primeiro você tem que ter claro na sua mente que o Estado é Laico, e como tal, não pode ter suas leis embasadas em nenhum dogma religioso. Mas de outro lado, o que mais se vê nas redes sociais, são [pseudo]cristãos com um discurso completamente diferente daquilo que sempre pregaram nas próprias redes.  Continue reading Jesus Cristo e as Eleições de 2018

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Deus desistiu de nós e queimou o Museu Nacional

Dona Maria atravessou a rua, um mendigo lhe pediu “uma esmolinha por favor, para matar a fome”, e dona Maria o mandou a merda. Uma fagulha saiu de dentro de dona Maria e subiu pelos ares, sem ninguém ver.

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Fresta

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Quando a manhã se desponta na janela, passando por aquela fina fresta que não é coberta pela cortina, eu sinto que há você em algum espaço de mim que eu não controlo e nem sei direito onde fica. Mas te tem. Eu sinto nas primeiras respiradas da manhã os teus vestígios de comportamento expressos nos meus hábitos. Não me preocupo, afinal, já aceitei a diacronia da sua existência em mim. Quando eu tomo menos açúcar no café ou coloco no lembrete da agenda o nome do filme que eu nunca vi e você acha que eu vou gostar, quando eu penso em te desdobrar do meu subconsciente pra te ter mais palpável para os meus egoísmos, é como se eu pudesse respirar com teu pulmão, como se corresse em mim as tuas plaquetas, eu já não vejo diferença entre teu sorriso e meu lábio.

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Você tem medo de que?

Faz tempo que não abro essa porta que está diante de mim. Faz tanto tempo que nem sei mais como as coisas estão organizadas, se alguém já mexeu ou se continua a mesma coisa. Será que alguém leu os inúmeros rascunhos que deixei jogados sobre a escrivaninha? Será que tudo aquilo continua sendo para mim as melhores palavras que uma pessoa poderia colocar num papel? Provavelmente não, eu nunca fui tão boa assim. E, justamente por não ser tão boa assim, acabei deixando de lado muito do que acreditava. Na verdade, fui deixando para trás aquele computador sobre a mesma escrivaninha e as músicas que me inspiravam por puro medo. Sim, o medo que jurei não ter. Pois bem, olha ele aqui. Olá.

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Azulejos provisórios

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Eu poderia ter olhado um pouco mais profundamente no espelho, respirado e ficado. Mas não. Eu saí dizendo que talvez na quinta-feira eu trouxesse um pouco de queijo ralado da padaria perto da minha casa, porque o seu acabou- é que eles ralam na hora e fica fresquinho. Mas eu sabia que não, eu não estaria ali na quinta, depois das 19h e esperando você entrar dizendo que o dia tinha sido tão cansativo que você só teve tempo de comer um sanduíche no almoço. E você também. A sua vizinha do terceiro andar não sabia. Mas a gente, sim. O seu porteiro que sempre me dizia se ia chover ou não, talvez nem imagine. Mas nós sabemos, ficou claro.

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Voando baixo

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Eu sei voar baixo no radar, você já deve saber disso.

Quando eu quiser ser encontrada, você saberá. Mas calma, eu não irei te julgar por ter todas as suas certezas prontas para serem mastigadas pelas minhas vontades. Me vira, me toca, me afogue com a sua saliva. Eu posso te perdoar por achar que sabe me definir ou moldar, mas por enquanto, apenas continue voando baixo comigo. Me pede pra ficar de novo e eu fico. Me pede para me descobrir e eu me despedaçarei pouco a pouco, camada por camada, e talvez um dia você saiba o motivo dos alertas de perigo em meus olhos. Mas não espere estar nas capas de jornais, não ache que eu irei pegar na sua mão no almoço em família ou que eu irei te implorar atenção como um ser que necessita se sentir visto. Não. Ninguém precisa nos ouvir ou rotular ou sequer precisa entender. Ninguém.

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