#Bolsonega

“Nunca antes na história desse país” existiu um governo tão capaz de negar o inegável. Olha, a capacidade de Bolsonaro e suas crias – incluem-se aqui seus filhos, ministros e parlamentares de ocasião – é algo jamais visto. É uma cara de pau tão espessa desse povo, que é de causar inveja ao Geppetto. A tudo eles negam, em especial ao inegável. Não podem ver uma verdade comprovada que lá vão eles dizer que é “tudo fake news, talkey?”.

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SERGIO MORO X INTERCEPT – E os nossos sentimentos nas redes

No últimos tempos temos recebido um turbilhão de informações e com isso, estamos cada vez com menos tempo para refletir sobre nossos sentimentos. Recebemos uma nova informação e lá vamos nós destilar ódio na internet, antes mesmo de maturar aquele sentimento no nosso coração. Continue reading “SERGIO MORO X INTERCEPT – E os nossos sentimentos nas redes”

Goiás faz propaganda machista por não entender o verbo #EleNão

Olhares sensuais de mulheres super maquiadas. Close nos seios. Novos rostos femininos com caras e bocas. Mais closes nos seios. Por mais inacreditável que pareça, o assunto aqui é: lançamento do novo uniforme de um clube de futebol. No vídeo, em nenhum momento as modelos aparecem como jogadoras, ou sequer torcedoras do clube. A propaganda é clara: tenta vender o novo ‘manto’ através da sensualidade e sexualização dos corpos femininos. Pois é, o Goiás não aprendeu nada com 2018.

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As nuances da sua íres são inigualáveis

Você já se pegou vendo as outras pessoas, com suas especificidades, qualidades e troféus, olhou para sua estante, seu espelho e sua carreira e pensou “caramba, que grande fracassado eu sou”? Olha, eu já. Digo pra você, sem o menor pudor em me despir aqui em público e falar que nem sempre estou bem comigo mesmo.  E geralmente quando não me encontro completamente feliz com quem sou, é porque não estou encontrando em mim aquilo que o outro é, e/ou nem aquilo que o outro espera que eu seja. 

Dentre outros diversos motivos, tanto quanto intangíveis e indescritíveis, afirmo pra você que se hoje a sua autoestima não está no auge, é porque falta você olhar um pouco mais nos seus próprios olhos e perceber que as nuances das cores da sua íris são inigualáveis e nem mesmo os mais miseráveis príncipes e os mais majestosos subalternos – e vice-versa -, jamais alcançarão essas tonalidades. 

Talvez você não seja o melhor vendedor da sua loja, ou nem mesmo a mais habilidosa advogada do seu escritório, mas uma coisa posso te garantir, você está ocupando um lugar que sem você ficaria um vazio inconcebível. Talvez ao ser um jornalista e amar escrever crônicas e poesias imperfeitas, eu esteja condenado a nunca ser o apresentador do maior telejornal do país, mas tudo bem, pois esse apresentador jamais poderá escrever com uma tinta que fale diretamente com o coração do público.

Entenda seu lugar no mundo, ele não é o mesmo que o meu, e isso é excelente! Deus me livre de viver a sua vida, e calma, isso não é uma ofensa. Deus te livre de ter a minha vida também. Às vezes eu esqueço dessa máxima e quero muito ser você, é por isso que escrevo esses textos, para tentar cravar e reafirmar que eu basto como ser que sou. 

Se você acordar amanhã e ter um ataque de insatisfação com sua imagem, abra esse texto no celular e antes mesmo de levantar da cama releia-o. Espero que ele te ajude, assim como ajuda a mim, que escrevo pra tentar viver essa realidade que tanto prego.

Trabalho infantil e a tolerância da sociedade

* Denise Erthal de Almeida

Falar de trabalho infantil em pleno século XXI (no qual os avanços da tecnologia, ciência, educação e saúde são inúmeros) deveria ser uma questão antiquada, superada. No entanto, historicamente a exploração do trabalho infantil tem se mantido, uma vez que um dos seus determinantes é a pobreza. Tornou-se, inclusive, uma alternativa que muitas famílias encontram para sobreviver e está atrelada à exploração do próprio trabalhador adulto, decorrente da competitividade do mercado.

Na contemporaneidade, as crianças passaram a ocupar um espaço central nas famílias e na sociedade. São alvo de estudos e pesquisas para a promoção integral do seu desenvolvimento biopsicossocial, amparadas pelas famílias e protegidas pelas leis e pelo Estado. Este contexto, contudo, não envolve todas as crianças.

A Política Nacional de Saúde para a Erradicação do Trabalho Infantil considera trabalho infantil todas as atividades realizadas por crianças ou adolescentes que contribuem para a produção de bens ou serviços, incluindo atividades remuneradas, trabalho familiar e tarefas domésticas exclusivas, realizadas no próprio domicílio (OIT, 2014, p. 17).

Esta questão social grave é tolerada muitas vezes pela sociedade pelo reforço ideológico à cultura de que crianças e adolescentes representariam uma ameaça por não fazerem nada. Também, de que o trabalho precoce é uma alternativa para “tirá-las” das ruas e mantê-las “longe” das drogas. Além de negar as necessidades de desenvolvimento, trata o descanso e o lazer como algo perverso e mal, que deve ser combatido com o trabalho. Trabalho este que passa a ser desenvolvido nas ruas ou em condições ilegais, perigosas, penosas e insalubres.

O dia 12 de junho foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil para reforçar o direito da criança de ser amparada pela família. Se esta se torna incapaz de cumprir essa obrigação, cabe ao Estado apoiá-la, não às crianças. O custo de alçar uma criança ao papel de “arrimo de família” representa expô-la a danos físicos, intelectuais e emocionais. Paga-se um preço altíssimo, não só para as crianças como para o conjunto da sociedade, ao privá-las de uma infância. (OIT, 2001, p.16).


Autora: Denise Erthal de Almeida é assistente social, mestre em Responsabilidade e Prática Gerencial e coordenadora do Curso Tecnológico de Gestão de Organizações do Terceiro Setor do Centro Universitário Internacional Uninter. 


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Como mediar conflitos nas escolas

*Diego Oliveira de Lima

Mediar um conflito de forma positiva, restaurando os sentimentos e as emoções usando modelos não punitivos responsabilizando os envolvidos. Esses são alguns dos objetivos das Práticas Restaurativas que se consolidam como um conjunto de valores, atitudes e comportamentos que rejeitam a violência e previnem os conflitos para resolver os problemas por meio de diálogo e da negociação entre as pessoas, grupos, instituições ou nações.

As Práticas Restaurativas têm sua origem na Justiça Restaurativa, que desde a década de 1970 vem se expandindo por diversas países, como Canadá, Nova Zelândia, África, Reino Unido, Estados Unidos e, desde de 2005, no Brasil. Essas práticas promovem a conexão em sala de aula e podem ser utilizadas para lidar com situações de conflitos, violência física e verbal, Bullying e diversas situações indesejadas no ambiente escolar.

Os processos atuais não respondem as necessidades de diminuição do problema da violência, seja ela ocorrida no âmbito escolar, familiar, no ambiente de trabalho e em espaços públicos e privados. O Atlas da Violência 2018 revela dados surpreendentes: “Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde (SIM/MS), em 2016 houve 62.517 homicídios no Brasil. Isso implica dizer que, pela primeira vez na história, o País superou o patamar de trinta mortes por 100 mil habitantes (taxa igual a 30,3). Esse número de casos consolida uma mudança de patamar nesse indicador (na ordem de 60 mil a 65 mil casos por ano) e se distancia das 50 mil a 58 mil mortes, ocorridas entre 2008 e 2013”, o que revela um crescente significativo no problema da violência no País.

O ambiente escolar, por exemplo, sendo um lugar onde diferentes pessoas e culturas se encontram, mas nem sempre se conectam, enfrenta desafios. Desta forma, o diálogo entre alunos e professores pode promover e consolidar uma cultura da paz nesse local. Em sala de aula as metodologias restaurativas podem ser realizadas por meio de círculos de diálogos, de negociação e de estudos, pela mediação por pares e outras estratégias restaurativas que envolvem dinâmicas de grupos, e atividades desenvolvidas tendo como elemento central as necessidades dos alunos, professores, pais e colaboradores.

Os esforços devem ser feitos para uma formação continuada dos professores nas escolas de modo que esta, se tornem um ponto não apenas de transmissão e aquisição de conhecimentos, mas de vivências e disseminação de uma cultura capaz de responder os problemas emergentes da violência na sociedade contemporânea.

Nesse sentido, as Escolas Sociais do Grupo Marista, que atendem gratuitamente mais de 7,5 mil crianças e adolescentes em áreas de vulnerabilidade social nos Estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul, trabalham não apenas a técnica, mas uma nova cultura e paradigma no campo da formação docente e de um currículo escolar humanizado e disseminador da cultura da paz. Muitas tecnologias também fazem parte da estratégia, sendo elementos importantes nos espaços vulneráveis. Os resultados são um bom relacionamento e um clima escolar que interferem diretamente na aprendizagem dos conteúdos escolares e na vivência dos valores humanos.

O objetivo é que no futuro tenhamos comunidades educativas capazes de mediar conflitos e tensões, reparar danos, construir relacionamentos menos violentos e ainda mais seguros dentro do ambiente escolar de maneira autônoma e responsáveis.


*Diego Oliveira de Lima é Coordenador Educacional de segmento das Escolas Sociais do Grupo Marista. Pedagogo, filósofo, especialista em Filosofia antiga e mestrando em Direitos Humanos e Políticas Públicas pela PUCPR. 


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É possível ser feliz em meio as tempestades

Tempestade no mar interno

É difícil se sentir em paz. Encontrar o seu lugar no mundo. Olhar pra dentro e ver a si mesmo de maneira a contentar-se com a imagem que ali está. Eu sei que é, te entendo. A mente muitas vezes trabalha a mil por hora, não permitindo que encontremos a paz, a calmaria que nossa alma tanto clama. Tô sabendo que é foda. Mas se tem algo que também sei, é que encontrar em si a base para respirar tranquilo e ficar em paz com a imagem que vê em frente ao reflexo interno da alma é possível. Continue reading “Tempestade no mar interno”

batman

Nem todo mundo quer SER O BATMAN!

Quando ainda estava na faculdade tive que apresentar um trabalho sobre violência no desenho. No meio da apresentação eu soltei a frase: “O Batman é forte, milionário, tem influência política… Todo mundo quer ser o Batman”. Essa frase infeliz fez eu perder 25% da nota do trabalho. Continue reading “Nem todo mundo quer SER O BATMAN!”

Chega de mentiras, de negar o meu desejo

Todo ano é a mesma coisa. O blog morre no início e renasce das cinzas logo depois. Já faz cinco anos que é assim, eis a essência do Regra, ele é feito com o coração e quando o mesmo está mudo ou atordoado demais com outras demandas, me calo por aqui. Mas aos poucos o coração tem voltado a falar, a doer a exigir que eu transmita tudo isso que tenho vivido.
Esse é um blog pessoal, com pensamentos e sentimentos controversos que rondam e conduzem minha mente. Mas ele também é pessoal para a Eline Carrano e Rafaela Manicka, assim como já foi para tantos outros colunistas, que assim como eu, vem e vão “nessa loucura de dizer que não te quero” para o Regra.
tenor
Bem, estou escrevendo às vésperas de fazer uma viagem internacional, o que provavelmente quer dizer que vou sumir de novo por uns dias. Mas tudo bem, se sumo é porque precisei e se volto, é pelo mesmo motivo.
Mas pra que viver fugindo se eu não posso enganar meu coração?

Ensaio sobre os dias que já não dizem mais nada

Eu me vi envolta a diferentes tipos de planos e promessas que fui deixando pelo caminho enquanto me permitia viver. Toda vez que alguma coisa fugia de meu controle, eu abandonava a cria e deixava para lá, pois sempre me foi mais fácil começar tudo de novo a ter que continuar insistindo no que eu via que não ia dar certo. Aqui, no alto dos meus 26, permaneço com as amarras que criei aos 16, impedindo com que meus pés percorressem as trilhas que a mim foram destinadas, longe de tudo o que pudesse me fazer cair. E mesmo não tendo nenhum obstáculo entre meu corpo e o resto do mundo, me peguei observando o céu, as estrelas e tudo o mais pelo ângulo mais baixo possível, também conhecido como o chão.

De fato, todos os anos de lutas bravas e inglórias tornaram-se úteis para algo em minha vida: mostrar, cada vez mais, como não se deve fazer algo – além de me fazer parar de insistir naquilo que só tende a piorar, é claro. Os dias tem sido obscuros e apáticos, o que não quer dizer que isso é de todo ruim, já que sempre os usei como mote para colocar minhas inseguranças, incertezas e todos os in possíveis dentro de um único conjunto de palavras destinado a ser jogado fora. Coisas que não me agregam não podem ficar presas a mim e é até por isso que dou um jeito de descartar aquilo que não me faz bem – e nessas, acabam indo junto alguns itens que sempre prezei, como é o caso da minha vontade de fazer tudo acontecer e dar certo. Mas eu juro que é sem querer.

Conforme minhas partes positivas se esvaem por entre meus dedos, tento me focar em métodos que podem fazer com que eu me sinta um pouquinho melhor do que costumo normalmente ficar. Confesso que não é confortável, para mim, pertencer a lugares que já não me identifico e, mais ainda, estar na companhia de quem não tem mais nada a ver com quem me tornei. Eu cresci e isso só tem me mostrado o quanto devo me afastar daquilo que me puxa para baixo, que faz de tudo para ver o meu fracasso. Por mais que seja muito mais fácil acreditar no que os outros me dizem, lá no fundo eu sei que tenho potencial para desviar de todos os empecilhos que eu mesma coloco diante de mim. Porém, o fato de apenas me deixar levar pela figura que criam de mim é muito mais fácil do que enfrentar meus próprios medos e dar a cara a tapa. Dependendo da força, pode doer.

Dias difíceis sempre existirão, independentemente de como você acorde. O sol continuará aparecendo, mesmo que tímido e entre nuvens, e as pancadas de chuva que vez ou outra surgem, podem vir no momento mais aguardado por alguém – mesmo que não seja você. Seja como for, a caminhada precisa continuar e os textos precisam ser escritos. Há vontade (caso tenha sobrado alguma depois do descarte feito, vai saber) e há potencial (a mesma que eu sei que existe em algum lugar aqui dentro), basta agora saber se há como juntar as duas coisas sem que se transformem em algo mais aterrorizante do que a minha própria vontade de me sabotar. Ela é enorme, às vezes chega a dar medo.