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Dia 07 vote na democracia

bandeira do brasil sendo destruída
A democracia brasileira fracassou

A nossa democracia está por um fio. Seja pelas chances de um poder autoritário de direita vencer as eleições, ou por um grupo que tem sérias e perigosas ambições por se manter ao poder do lado da esquerda. Com isso eu não quero dizer que viveremos um novo regime militar, ou uma revolução comuna aqui no Brasil, acredito sobretudo que o que realmente pode acontecer é o enfraquecimento das instituições democráticas. Continue reading Dia 07 vote na democracia

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Jesus Cristo e as Eleições de 2018

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Esse blog destina-se desde sua criação a levar seus leitores a pensarem diferente, ver a vida de um outro ângulo. Sempre evitamos aqui, o máximo possível, misturar a fé com a razão, a religião com a política. Mas devido as grandes proporções que os discursos religiosos tem tomado na sociedade para embasar discursos de ódio, acredito que esse é o momento de te chamar para analisar.

Primeiro você tem que ter claro na sua mente que o Estado é Laico, e como tal, não pode ter suas leis embasadas em nenhum dogma religioso. Mas de outro lado, o que mais se vê nas redes sociais, são [pseudo]cristãos com um discurso completamente diferente daquilo que sempre pregaram nas próprias redes.  Continue reading Jesus Cristo e as Eleições de 2018

Namastê

_Se posicione na cadeira, encontre seu equilíbrio corporal. Respire devagar e expire longamente.

_Eu tenho que pagar o estacionamento da faculdade pela internet, senão vou ter que enfrentar aquela fila enorme na saída. Eu deveria rever essa questão de débito em conta, é tão prático e eu fico aí evitando essas burocracias. Será que eu consigo colocar a conta de celular no débito automático também? Vou ligar na operadora. O celular da minha avó poderia entrar também, tadinha, nunca tem tempo de ir pagar os boletos… Volte para a meditação, idiota.

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Comer é vida

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Eu vi que algo de errado não estava certo, quando a comida se tornou remédio de todos os males da vida e motivo para festejar qualquer conquista. E eu não estou falando de um belo prato de salada com um filézinho grelhado acompanhado de um suquinho de abacaxi com hortelã, não. É comida da boa, com níveis calóricos de respeito e altas horas da madrugada, em grande quantidade. No começo, achei que “pelo menos eu não estou usando drogas”, mas aos poucos fui vendo a força que aquilo exercia em mim. Já não era mais um caso de fome, era mais. A tão famigerada gula estava na minha vida e eu vinha negando, dizendo que era apenas um prazer pela culinária. Mas daí, a fatia do pudim aumentava quando meu chefe discutia comigo, o pedido no japonês era o triplo do comum quando os boletos atrasavam, a quantidade de bacon no x-tudo duplicava quando o coração partia. As minhas emoções faziam meu prato e o meu prato resultava nas minhas emoções. Mas, como eu disse antes: Pelo menos não eram drogas.

Então, sem pedir ajuda médica, decidi que iria controlar aquilo de alguma maneira só por precaução. Comecei diminuindo o carboidrato, fui evitando os doces e aderindo aos verdes, frutas. O básico de quem não quer morrer aos 40 por causa de um infarto. Exercícios físicos, a gente começa e recomeça todo mês, mas não deixa de tentar. Só que daí, a vida é mesmo uma caixinha de surpresas, e eu descobri que distúrbios alimentares são um ciclo sem fim. A gente costuma pensar que esse tipo de coisas se resume em comer absurdamente, o tempo todo, ou simplesmente não comer. Mas a versão mista da coisa acontece sem que você perceba e quando vê, tem mais um item na lista de insanidades. Quando eu enfiava o pé na jaca com gosto, decidia que no dia seguinte me puniria com a atitude mais idiota possível: Não comendo. Burlava as regras da casa e dizia que almoçaria mais tarde ou fora. Mentia, na cara dura, que já tinha comido, “você não viu?” O resultado era óbvio: Engordei, emagreci, virei a boa e velha sanfona. Consegui ficar até dois dias e meio na água e café, até que num determinado momento eu já não consegui continuar e comi, exageradamente, compulsivamente, como se não houvesse amanhã. Chorei enquanto mastigava.

Os artifícios para emagrecer a qualquer custo começaram a brotar diante dos meus olhos feito chuva em época de seca- era minha salvação. Cintas, shakes, cremes, remédios, tratamentos. A gente pira, pira mesmo e sem dó. Vai investindo e fugindo das terapias, correndo dos bons conselhos, dos grupos de apoio. Afinal, eu não sou drogada, eu só gosto de comer. Não é um vício, é só um descontrole que eu vou dominar com o tempo. Que ilusão, doce e salgada e gordurosa ilusão. A coisa só foi aumentando e a culpa virava a voz das pessoas falando do meu sobrepeso, do quadril que estava maior, que eu deveria me cuidar melhor. Ninguém entendia, ninguém entende. Não percebem que a gente está se afogando em açúcar e gordura saturada, pra não se afogar dentro dos desesperos da alma, nas feridas do dia-a-dia e do passado. O álcool, o sexo, os narcóticos, as tarjas pretas, os flagelos, tudo isso entra na sua vida de uma maneira silenciosa e com aparência amigável- no meu caso veio em temperos e bons refogados. Comer é bom? É maravilhoso! Indico sem sombra de dúvidas. Mas o problema é quando isso se torna maior do que você. Catalizador e balança de quem você é, do que você anseia para sua vida. Comer é incrível, mas o equilíbrio é divino. Acredite.

Até que um dia, felizmente, isso chegou no consultório médico. “Qual a sua relação com a comida?”, disse o doutor me olhando sob a armação dos óculos. Eu congelei e me vi novamente tendo que assumir uma fraqueza da qual eu não fazia ideia de que era um interruptor, um clique, era mesmo um problema e falava muito sobre quem eu estava sendo comigo mesma. A vida pode não ter sido fácil comigo muitas vezes, mas a minha maior algoz era eu naquele momento. Eu estava usando a comida como uma forma de penalidade, como uma violência silenciosa e aprovada pela sociedade. Eu queria me ferir, me causar danos, mas sem sangue e pulsos cortados. É absurdo, eu sei, mas a gente pode chegar nesse ponto sem se dar conta, infelizmente. Perdemos o respeito por si, porque ouvimos quem não deveria, demos valor ao que era irrelevante, porque erramos, porque nos traumatizamos. A gente perde a linha por muita coisa e por nada, ninguém é igual, ninguém reage da mesma forma e ninguém se cura com o mesmo remédio. Assim, eu decidi que não iria me violentar mais dessa maneira e tomei uma decisão.

Comecei aos poucos, colocando horários para comer e determinando metas. Obviamente, os anti depressivos ajudaram muito e fazem sua parte, mas a maior luta é dentro de mim. Os problemas não acabaram, e a gente sabe que nunca acabarão, mas a minha reação perante eles deveria ser diferente. Nem tudo poderia ser resolvido no drive-thru às duas da madrugada para sempre. Aderi aos métodos de meditação, livros e testemunhos de pessoas me ajudaram a abrir os horizontes e perceber que isso é mais comum do que se imagina- não estamos sozinhos nessa luta. A gente vai buscando uma saída e vai se encontrado, se perdoando. A terapia é a parte mais difícil para mim, o auto conflito e avaliação parecem monstros terríveis que irão pegar o seu pé na madrugada- e tem noites que elas pegam mesmo. Mas a gente vai indo, um passo de cada vez, um desafio atrás do outro e vai construindo pontes até o outro lado dessa jornada, onde acima de qualquer coisa a gente se ama. Se aceita e principalmente se respeita. Respeita profundamente, a ponto de conseguir superar até uma pizza de quatro queijos com rúcula, porque sabe que a vida é bem mais do que isso e que melhores dias- e melhores cardápios- virão.

Halloween Pet beneficente promete matar curitibanos de fofura

Quem resiste a um cachorrinho de roupinha? Fala a verdade, não tem ogro que não se amoleça todo diante dessa enxurrada de fofura. Agora imagina um monte de cachorro fantasiados de bruxinhos, abóboras, diabinhos ou dinossaurinhos? No no sábado (28) acontece no Shopping Curitiba, a partir das 15h, o Halloween Pet com concurso de fantasias. O evento é beneficente, a entrada é gratuita e aberta ao público.

Serão premiados os primeiros colocados nas categorias Fantasia, Originalidade e Simpatia. Três jurados vão dar notas de 0 a 10 para cada participante do desfile, em cada quesito.

As inscrições são limitadas para até 30 cães e podem ser feitas no dia do evento, a partir das 15h, mediante a doação de um quilo de ração, de qualquer tipo. A dica da organização do evento é chegar com antecedência para fazer a doação, preencher a ficha de inscrição e começar a diversão. Assim que completado o número de 30 cachorros, as inscrições se encerram automaticamente, e apenas os inscritos participarão do desfile. Mas todos são bem-vindos e convidados a assistirem o concurso e a participar da festa.

As doações vão para as ONGs Ajude Focinhos e Salva Bicho, que protegem e defendem animais carentes e maltratados.

Os apoiadores HiperZoo, DocG, Cãolinarista, Jingles, Los Cachorreros e Mooshe Pet Grife vão premiar os ganhadores com brinquedos, roupas, acessórios e petiscos.

Algumas regras e informações são importantes: a participação é aberta a todos os cães de pequeno, médio e grande porte desde que não estejam classificados como Cães de Guarda: Pitbull, Pastor Alemão, American Stafforshire Terrier, Dobermann, Rottweiller, Bull Terrier e raças mestiças ou variações destas raças; será obrigatório o uso de fantasias, de coleiras e guias no dia do desfile.

O evento acontece no Piso L2, no vão central do Shopping Curitiba. O regulamento completo está disponível no www.shoppingcuritiba.com.br.

Jurados

Paula Gambetta – Micro empreendedora do segmento de hospedagem de cães, proprietária da Coralina Mundo Pet, colaboradora da página Petfriendly Curitiba. Atuante na causa animal desde 2012, organiza feiras de adoção e já encaminhou mais de 100 cães para novos lares. Tutora do Jack, Coralina e Tequila.

Dra. Elisabeth Stapenhorst – Médica veterinária formada pela UFRGS, especializada em Clínica Médica de Pequenos Animais e proprietária da Cozinha Vet. Trabalha com atendimento clínico nutricional para cães. Tutora da Belle.

Napoleon Toddy e sua tutora Jessyyca Mahylla – o bulldog francês Napoleon faz o maior sucesso nas redes sociais, e é considerado um pet influencer. Com um ano e sete meses, ele é pura simpatia e conquista os petlovers por onde passa.

Serviço:
Halloween Pet e concurso de fantasias.
Quando: dia 28 de outubro, inscrições a partir das 15h.
Inscrições: doação de 1 kg de ração de qualquer tipo. A partir das 14h do dia 28 de outubro (sábado).
Quanto: gratuito e aberto ao público.
Local: Vão central do Shopping Curitiba (piso L2);
ONGs beneficiadas: Ajude Focinhos e Salva Bicho.
Apoio/parceiro: HiperZoo, DocG, Cãolinarista, Jingles, Los Cachorreros e Mooshe Pet Grife.

Shopping Curitiba
Rua Brigadeiro Franco, 2.300.
Curitiba (PR)

O caos e o nada

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Você foi o sol.

Com toda aquela luz e todo aquele calor e a atração que você causava por onde passava e o astro rei que você se tornava em qualquer roda de conversa, olha, você foi sem sombra de dúvidas o sol mais gigantesco que eu já vi. O mais repentino sol que devolve esperança aos desabrigados, promete que haverá boa safra nos campos e nos faz abrir cortinas e janelas e nos cega. Nos cega completamente e insanamente e nos tapa também os ouvidos e a boca e nos tira a voz e as escolhas e o ar. Eu me ceguei por você. Orbitei ao seu redor. Fui recomeço para todos os teus finais. Saída para todas as suas fugas. As minhas horas dependeram da sua natureza instável. Eu fui todos os eufemismos possíveis e todas as metáforas que você possa fazer e possa imaginar nos próximos cinquenta anos.

Você foi o sangue.

Pulsando nas minhas veias, saindo pelas lacunas da pele e fazendo adoecer até o mais íntimo que eu carrego na sua mínima falta. Eu entreguei tudo, eu fui inteira, eu não pedi troco e nem comprovante. Os meus amigos viam na minha pele as marcas que você deixava. As olheiras de insônia, os cortes nas mãos, os fios de cabelo tão perdidos quanto eu e eu mentia. Eu chovia. Era temporal. Oásis de coragem. Era secura, porque você também era minha água, minha saliva e conseguia estar presente nos meus poros. Eu fui te seguindo na tentativa de te tocar. Desidratei. Se eu me virasse um pouco mais, um tanto de pele cairia no meio da rua e deixaria exposta a fila de fraquezas e incertezas que eu carrego por baixo de camadas e camadas de ironia.

Você foi cura.

Chegou até o mais íntimo dos meus ossos e me deu vitaminas. Me alimentou. Foi indicado pelos médicos, pelas benzedeiras, pelos conselheiros de plantão, todo mundo sabia que você era sol e que sol é o que rege a vida e a minha vida era sem sombra de dúvidas orientada por você, você que também era sangue e caminho e danos eminentes, mas se solidificou nos meus calos e se eternizou nas minhas cicatrizes e virou tatuagem na pele. Os meus calendários todos estavam ao seu dispor, as horas e semanas, qualquer momento, qualquer lugar, porque eu quis. Porque eu acreditei em cada verdade, em cada mentira e em cada hipótese.

Você, sol.

Você, sangue.

Eu, silêncio. Caminho. Danos eminentes.

Agora, enquanto a minha estrada se estende atrás das minhas costas, enquanto eu olho os cruzamentos e não sei para onde ir, cansada demais para reagir. Agora, enquanto eu não consigo pronunciar as causas e as escusas, enquanto a vida é pó e sopro- agora você é só um pedaço morto enquanto eu fico parada, trocando o peso entre os pés. Um peso que eu não meço mais, que me acompanha como uma parte indissolúvel de quem eu sou e que é parte da identidade incerta que eu penso possuir. Lá, onde ficam as memórias antigas de quem um dia eu fui- e eu fui um tanto você– onde as casas e os cortes estão todos expostos demais para serem ignorados, nesse lugar onde você não vai, você não olha e você não toca e que é o que sobra depois do caos, eu só consigo pensar que nesse exato momento eu sou tudo aquilo que me destruiu um dia.

Eu ainda sou tudo isso, afinal, e você não é mais nada.

Os bastidores do ensaio mais louco dos últimos tempos

Recentemente nós divulgamos o ensaio feito pelo fotógrafo Benjamin Von Wong. Ele tinha sido desafiado pela Nike a desenvolver um ensaio burlando as leis da física. O resultado foi incrível. Relembre aqui.

Hoje retomamos o tema para lhe mostrar os bastidores dessa aventura. Não foi apenas os modelos que tiveram que se “jogar de peito”. O fotógrafo, iluminadores e equipe técnica se aventuraram para captar essas imagens! Confira os bastidores.