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Namastê

_Se posicione na cadeira, encontre seu equilíbrio corporal. Respire devagar e expire longamente.

_Eu tenho que pagar o estacionamento da faculdade pela internet, senão vou ter que enfrentar aquela fila enorme na saída. Eu deveria rever essa questão de débito em conta, é tão prático e eu fico aí evitando essas burocracias. Será que eu consigo colocar a conta de celular no débito automático também? Vou ligar na operadora. O celular da minha avó poderia entrar também, tadinha, nunca tem tempo de ir pagar os boletos… Volte para a meditação, idiota.

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Comer é vida

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Eu vi que algo de errado não estava certo, quando a comida se tornou remédio de todos os males da vida e motivo para festejar qualquer conquista. E eu não estou falando de um belo prato de salada com um filézinho grelhado acompanhado de um suquinho de abacaxi com hortelã, não. É comida da boa, com níveis calóricos de respeito e altas horas da madrugada, em grande quantidade. No começo, achei que “pelo menos eu não estou usando drogas”, mas aos poucos fui vendo a força que aquilo exercia em mim. Já não era mais um caso de fome, era mais. A tão famigerada gula estava na minha vida e eu vinha negando, dizendo que era apenas um prazer pela culinária. Mas daí, a fatia do pudim aumentava quando meu chefe discutia comigo, o pedido no japonês era o triplo do comum quando os boletos atrasavam, a quantidade de bacon no x-tudo duplicava quando o coração partia. As minhas emoções faziam meu prato e o meu prato resultava nas minhas emoções. Mas, como eu disse antes: Pelo menos não eram drogas.

Então, sem pedir ajuda médica, decidi que iria controlar aquilo de alguma maneira só por precaução. Comecei diminuindo o carboidrato, fui evitando os doces e aderindo aos verdes, frutas. O básico de quem não quer morrer aos 40 por causa de um infarto. Exercícios físicos, a gente começa e recomeça todo mês, mas não deixa de tentar. Só que daí, a vida é mesmo uma caixinha de surpresas, e eu descobri que distúrbios alimentares são um ciclo sem fim. A gente costuma pensar que esse tipo de coisas se resume em comer absurdamente, o tempo todo, ou simplesmente não comer. Mas a versão mista da coisa acontece sem que você perceba e quando vê, tem mais um item na lista de insanidades. Quando eu enfiava o pé na jaca com gosto, decidia que no dia seguinte me puniria com a atitude mais idiota possível: Não comendo. Burlava as regras da casa e dizia que almoçaria mais tarde ou fora. Mentia, na cara dura, que já tinha comido, “você não viu?” O resultado era óbvio: Engordei, emagreci, virei a boa e velha sanfona. Consegui ficar até dois dias e meio na água e café, até que num determinado momento eu já não consegui continuar e comi, exageradamente, compulsivamente, como se não houvesse amanhã. Chorei enquanto mastigava.

Os artifícios para emagrecer a qualquer custo começaram a brotar diante dos meus olhos feito chuva em época de seca- era minha salvação. Cintas, shakes, cremes, remédios, tratamentos. A gente pira, pira mesmo e sem dó. Vai investindo e fugindo das terapias, correndo dos bons conselhos, dos grupos de apoio. Afinal, eu não sou drogada, eu só gosto de comer. Não é um vício, é só um descontrole que eu vou dominar com o tempo. Que ilusão, doce e salgada e gordurosa ilusão. A coisa só foi aumentando e a culpa virava a voz das pessoas falando do meu sobrepeso, do quadril que estava maior, que eu deveria me cuidar melhor. Ninguém entendia, ninguém entende. Não percebem que a gente está se afogando em açúcar e gordura saturada, pra não se afogar dentro dos desesperos da alma, nas feridas do dia-a-dia e do passado. O álcool, o sexo, os narcóticos, as tarjas pretas, os flagelos, tudo isso entra na sua vida de uma maneira silenciosa e com aparência amigável- no meu caso veio em temperos e bons refogados. Comer é bom? É maravilhoso! Indico sem sombra de dúvidas. Mas o problema é quando isso se torna maior do que você. Catalizador e balança de quem você é, do que você anseia para sua vida. Comer é incrível, mas o equilíbrio é divino. Acredite.

Até que um dia, felizmente, isso chegou no consultório médico. “Qual a sua relação com a comida?”, disse o doutor me olhando sob a armação dos óculos. Eu congelei e me vi novamente tendo que assumir uma fraqueza da qual eu não fazia ideia de que era um interruptor, um clique, era mesmo um problema e falava muito sobre quem eu estava sendo comigo mesma. A vida pode não ter sido fácil comigo muitas vezes, mas a minha maior algoz era eu naquele momento. Eu estava usando a comida como uma forma de penalidade, como uma violência silenciosa e aprovada pela sociedade. Eu queria me ferir, me causar danos, mas sem sangue e pulsos cortados. É absurdo, eu sei, mas a gente pode chegar nesse ponto sem se dar conta, infelizmente. Perdemos o respeito por si, porque ouvimos quem não deveria, demos valor ao que era irrelevante, porque erramos, porque nos traumatizamos. A gente perde a linha por muita coisa e por nada, ninguém é igual, ninguém reage da mesma forma e ninguém se cura com o mesmo remédio. Assim, eu decidi que não iria me violentar mais dessa maneira e tomei uma decisão.

Comecei aos poucos, colocando horários para comer e determinando metas. Obviamente, os anti depressivos ajudaram muito e fazem sua parte, mas a maior luta é dentro de mim. Os problemas não acabaram, e a gente sabe que nunca acabarão, mas a minha reação perante eles deveria ser diferente. Nem tudo poderia ser resolvido no drive-thru às duas da madrugada para sempre. Aderi aos métodos de meditação, livros e testemunhos de pessoas me ajudaram a abrir os horizontes e perceber que isso é mais comum do que se imagina- não estamos sozinhos nessa luta. A gente vai buscando uma saída e vai se encontrado, se perdoando. A terapia é a parte mais difícil para mim, o auto conflito e avaliação parecem monstros terríveis que irão pegar o seu pé na madrugada- e tem noites que elas pegam mesmo. Mas a gente vai indo, um passo de cada vez, um desafio atrás do outro e vai construindo pontes até o outro lado dessa jornada, onde acima de qualquer coisa a gente se ama. Se aceita e principalmente se respeita. Respeita profundamente, a ponto de conseguir superar até uma pizza de quatro queijos com rúcula, porque sabe que a vida é bem mais do que isso e que melhores dias- e melhores cardápios- virão.

Halloween Pet beneficente promete matar curitibanos de fofura

Quem resiste a um cachorrinho de roupinha? Fala a verdade, não tem ogro que não se amoleça todo diante dessa enxurrada de fofura. Agora imagina um monte de cachorro fantasiados de bruxinhos, abóboras, diabinhos ou dinossaurinhos? No no sábado (28) acontece no Shopping Curitiba, a partir das 15h, o Halloween Pet com concurso de fantasias. O evento é beneficente, a entrada é gratuita e aberta ao público.

Serão premiados os primeiros colocados nas categorias Fantasia, Originalidade e Simpatia. Três jurados vão dar notas de 0 a 10 para cada participante do desfile, em cada quesito.

As inscrições são limitadas para até 30 cães e podem ser feitas no dia do evento, a partir das 15h, mediante a doação de um quilo de ração, de qualquer tipo. A dica da organização do evento é chegar com antecedência para fazer a doação, preencher a ficha de inscrição e começar a diversão. Assim que completado o número de 30 cachorros, as inscrições se encerram automaticamente, e apenas os inscritos participarão do desfile. Mas todos são bem-vindos e convidados a assistirem o concurso e a participar da festa.

As doações vão para as ONGs Ajude Focinhos e Salva Bicho, que protegem e defendem animais carentes e maltratados.

Os apoiadores HiperZoo, DocG, Cãolinarista, Jingles, Los Cachorreros e Mooshe Pet Grife vão premiar os ganhadores com brinquedos, roupas, acessórios e petiscos.

Algumas regras e informações são importantes: a participação é aberta a todos os cães de pequeno, médio e grande porte desde que não estejam classificados como Cães de Guarda: Pitbull, Pastor Alemão, American Stafforshire Terrier, Dobermann, Rottweiller, Bull Terrier e raças mestiças ou variações destas raças; será obrigatório o uso de fantasias, de coleiras e guias no dia do desfile.

O evento acontece no Piso L2, no vão central do Shopping Curitiba. O regulamento completo está disponível no www.shoppingcuritiba.com.br.

Jurados

Paula Gambetta – Micro empreendedora do segmento de hospedagem de cães, proprietária da Coralina Mundo Pet, colaboradora da página Petfriendly Curitiba. Atuante na causa animal desde 2012, organiza feiras de adoção e já encaminhou mais de 100 cães para novos lares. Tutora do Jack, Coralina e Tequila.

Dra. Elisabeth Stapenhorst – Médica veterinária formada pela UFRGS, especializada em Clínica Médica de Pequenos Animais e proprietária da Cozinha Vet. Trabalha com atendimento clínico nutricional para cães. Tutora da Belle.

Napoleon Toddy e sua tutora Jessyyca Mahylla – o bulldog francês Napoleon faz o maior sucesso nas redes sociais, e é considerado um pet influencer. Com um ano e sete meses, ele é pura simpatia e conquista os petlovers por onde passa.

Serviço:
Halloween Pet e concurso de fantasias.
Quando: dia 28 de outubro, inscrições a partir das 15h.
Inscrições: doação de 1 kg de ração de qualquer tipo. A partir das 14h do dia 28 de outubro (sábado).
Quanto: gratuito e aberto ao público.
Local: Vão central do Shopping Curitiba (piso L2);
ONGs beneficiadas: Ajude Focinhos e Salva Bicho.
Apoio/parceiro: HiperZoo, DocG, Cãolinarista, Jingles, Los Cachorreros e Mooshe Pet Grife.

Shopping Curitiba
Rua Brigadeiro Franco, 2.300.
Curitiba (PR)

O caos e o nada

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Você foi o sol.

Com toda aquela luz e todo aquele calor e a atração que você causava por onde passava e o astro rei que você se tornava em qualquer roda de conversa, olha, você foi sem sombra de dúvidas o sol mais gigantesco que eu já vi. O mais repentino sol que devolve esperança aos desabrigados, promete que haverá boa safra nos campos e nos faz abrir cortinas e janelas e nos cega. Nos cega completamente e insanamente e nos tapa também os ouvidos e a boca e nos tira a voz e as escolhas e o ar. Eu me ceguei por você. Orbitei ao seu redor. Fui recomeço para todos os teus finais. Saída para todas as suas fugas. As minhas horas dependeram da sua natureza instável. Eu fui todos os eufemismos possíveis e todas as metáforas que você possa fazer e possa imaginar nos próximos cinquenta anos.

Você foi o sangue.

Pulsando nas minhas veias, saindo pelas lacunas da pele e fazendo adoecer até o mais íntimo que eu carrego na sua mínima falta. Eu entreguei tudo, eu fui inteira, eu não pedi troco e nem comprovante. Os meus amigos viam na minha pele as marcas que você deixava. As olheiras de insônia, os cortes nas mãos, os fios de cabelo tão perdidos quanto eu e eu mentia. Eu chovia. Era temporal. Oásis de coragem. Era secura, porque você também era minha água, minha saliva e conseguia estar presente nos meus poros. Eu fui te seguindo na tentativa de te tocar. Desidratei. Se eu me virasse um pouco mais, um tanto de pele cairia no meio da rua e deixaria exposta a fila de fraquezas e incertezas que eu carrego por baixo de camadas e camadas de ironia.

Você foi cura.

Chegou até o mais íntimo dos meus ossos e me deu vitaminas. Me alimentou. Foi indicado pelos médicos, pelas benzedeiras, pelos conselheiros de plantão, todo mundo sabia que você era sol e que sol é o que rege a vida e a minha vida era sem sombra de dúvidas orientada por você, você que também era sangue e caminho e danos eminentes, mas se solidificou nos meus calos e se eternizou nas minhas cicatrizes e virou tatuagem na pele. Os meus calendários todos estavam ao seu dispor, as horas e semanas, qualquer momento, qualquer lugar, porque eu quis. Porque eu acreditei em cada verdade, em cada mentira e em cada hipótese.

Você, sol.

Você, sangue.

Eu, silêncio. Caminho. Danos eminentes.

Agora, enquanto a minha estrada se estende atrás das minhas costas, enquanto eu olho os cruzamentos e não sei para onde ir, cansada demais para reagir. Agora, enquanto eu não consigo pronunciar as causas e as escusas, enquanto a vida é pó e sopro- agora você é só um pedaço morto enquanto eu fico parada, trocando o peso entre os pés. Um peso que eu não meço mais, que me acompanha como uma parte indissolúvel de quem eu sou e que é parte da identidade incerta que eu penso possuir. Lá, onde ficam as memórias antigas de quem um dia eu fui- e eu fui um tanto você– onde as casas e os cortes estão todos expostos demais para serem ignorados, nesse lugar onde você não vai, você não olha e você não toca e que é o que sobra depois do caos, eu só consigo pensar que nesse exato momento eu sou tudo aquilo que me destruiu um dia.

Eu ainda sou tudo isso, afinal, e você não é mais nada.

Os bastidores do ensaio mais louco dos últimos tempos

Recentemente nós divulgamos o ensaio feito pelo fotógrafo Benjamin Von Wong. Ele tinha sido desafiado pela Nike a desenvolver um ensaio burlando as leis da física. O resultado foi incrível. Relembre aqui.

Hoje retomamos o tema para lhe mostrar os bastidores dessa aventura. Não foi apenas os modelos que tiveram que se “jogar de peito”. O fotógrafo, iluminadores e equipe técnica se aventuraram para captar essas imagens! Confira os bastidores.

As crianças de Curitiba podem curtir shows e oficinas gratuitas

Semana das Crianças terá eventos gratuitos para os pequenos

Para comemorar o Dia das Crianças, a Mercadoteca apresenta uma semana especialmente dedicada aos pequenos. Entre as atrações está o show Rita LEEtle, com a cantora Alexandra Scotti, que apresenta aos pequenos, de forma lúdica, a obra de Rita Lee. Outro destaque é o espetáculo Menestrel, que une circo, música e teatro de sombras em uma criação do ator, iluminador, músico e diretor teatral Marcelo Karagozwk.

Além dos shows, que são gratuitos, a Mercadoteca promove oito oficinas, que vão ensinar crianças de até 12 anos a fazerem biscoitos, massinhas, máscaras, hortinhas e até bolinhas de sabão. Os pequenos com menos de três anos podem participar, mas devem estar acompanhados de um responsável.

“Vai ser uma semana de muita diversão e música aqui na Mercadoteca. Tudo pensado para que os avós, pais, filhos e netos divirtam-se juntos, nosso espaço é ideal para a família passar bons momentos. E em outubro comemoramos também nossos dois anos de história. Esse mês promete!”, antecipa a gerente Alessandra Vianna

Na Semana da Criança da Mercadoteca há atividades gratuitas e outras com valor de adesão, mas nenhum ingresso custa mais de R$15. As inscrições podem ser feitas pelo e-maileventos@mercadoteca.com.br ou pelo telefone (41) 3205-3901.

O evento tem produção da Criança na Plateia e patrocínio da escola Umbrella e da Xiquita Premium. As oficinas serão conduzidas pela EsalFlores e Mania de Cuidar Recreação. Confira a programação completa: 

Dia 10, terça-feira
Minha pequena hortinha com EsalFlores
19h – Gratuita

Dia 11, quarta-feira
Caça ao tesouro com prêmios em moedas de chocolate
18h30 às 20h – R$15

Dia 12, quinta-feira
Oficina de Massinha
11h às 12h30 – R$15

Oficina de Pintura
14h às 15h30 – R$15

Rita LEEtle com Alexandra Scotti e banda
16h – Gratuita 

Dia 13, sexta-feira
Oficina de Máscara e Bolha de Sabão
11h às 12h30 – R$15

Oficina de Biscoito
14h às 15h30 – R$15

Show do Menestrel com músicas e histórias de Marcelo Karagozwk
16h – Gratuita 

Dias 14 e 15, sábado e domingo
Oficina de Instrumentos
14h às 16h – R$ 15

SERVIÇO
Semana da Criança da Mercadoteca
De terça a sábado, das 10h às 22h.
Domingo das 11h às 20h.
Endereço: Rua Paulo Gorski, 1.309, Campo Comprido, Curitiba/PR
Inscrições pelo e-mail eventos@mercadoteca.com.br ou pelo telefone (41) 3205-3901.

Ressaca na box, burpee no boteco. Cheers! Parte final: 99% anjo e 1% vagabundo.

Para quem ainda não leu os dois primeiros textos da série, pode clicar aqui 1ª parte e aqui 2ª parte.

 

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O crossfit continuava a disputar espaço no meu coração e no meu abdômen com a cerveja. Reeducar-se na alimentação era foda demais pra bancar o bom moço na box. Quanto mais você deseja levar a sério o esporte, mais eventos regados à cerveja e acompanhamentos aparecem. Eu era uma presa fácil.

No crossfit comecei a perceber a diferença de performance quando ingeria álcool. Se você praticamente “morre” fazendo um exercício, alcoolizado você “morre” e vai para o inferno fritar seus músculos. Essa diferença pode ser exemplificada.

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Coach no crossfit há dois anos e meio, Cristiane Hanke desistiu de beber nos fins de semana, pois sua performance na semana posterior era totalmente influenciada pelo consumo de álcool. Após parar de beber, afirma que sentiu “diferença além de física – esteticamente, propriamente dito – também uma otimização em performance de treinamento em qualidade de vida”.

Imagine então quem bebia cerveja e comia maus carboidratos na semana toda? Era difícil evoluir e reduzir peso, no meu caso. Não basta mudar o corpo sem mudar a mente. O “anjinho” e a “diabinha” não iriam fazer um brinde, nem fazer burpees sincronizados, mas quem sabe cada um poderia ter o seu espaço, não é mesmo?

Agora que comecei a dar ouvidos para o “anjinho” (pelo menos um dos ouvidos), mudar a mente começou a se tornar possível. Os resultados estavam aparecendo. As medidas, o percentual de gordura e o peso reduzindo. As bermudas estavam servindo novamente. Aliás, agora com cinto. Os movimentos que pareciam impossíveis de fazer estão sendo executados, e mesmo os que não estão, parecem me desafiar para que eu tente até conseguir. As desculpas terminaram. Isso é crossfit. Eita “Anjinho” RX (RX é quando o exercício é feito sem adaptação, conforme prescrito originalmente)! Diferente de mim, ainda. O sujeitinho foi tão efetivo que não tive a mínima vergonha de entrar em um programa para obesos no local em que trabalho. Aproveitei a falta de interesse das pessoas que não querem mudar a mente e consegui uma vaga, mesmo não estando tão acima do peso. Tudo isso, mesmo com alguns deslizes, é uma evolução e tanta para mudar hábitos.

Aquela saudade da loirinha não batia, porque nos víamos às vezes, sem exageros. Isso vai ao encontro do que a crossfiter e nutricionista Thalita Pigato diz a seguir: “se você vê o crossfit como um hobbie, como um lazer, fica mais fácil conciliar a cerveja com o esporte. No entanto, evite ‘beber até morrer’, pois isso fará mal ao seu organismo. Beba em comemorações ou festas, mas sempre pensando em beber moderadamente, sem exageros”. Para os profissionais e para quem deseja a famosa barriguinha de “tanquinho”, ela recomenda que pare com a ingestão de álcool. Depende do objetivo de cada um a cada momento.

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Neste momento, meu objetivo é o equilíbrio. Fazer por merecer a cerveja no fim de semana, conforme pratico o crossfit. É não sentir saudade de tomar uma, por não ter que se privar disso, mas selecionar o “quando tomar”. É não sentir saudade do crossfit por estar praticando quase todo dia. Dar o melhor sempre, foco e realidade para evoluir. Equilíbrio é respeitar o treino e o descanso. É ter a consciência de que o 99% anjo e 1% vagabundo é algo totalmente aceitável nessa relação. Se fosse 99% vagabundo seria um “problemão”.

Lembre-se que o centro de gravidade de cada um é diferente. Onde uma pessoa se equilibra não necessariamente outra irá se equilibrar e vice-versa. Pode se alcançar um equilíbrio só com o exercício ou só com a cerveja, como relatado, no caso da Cristiane e do Guilherme, ou até em nenhum dos dois casos. O que é bom ou ruim? “Anjinho” ou “diabinha”? A resposta poderá até ser as duas coisas. Uma maçã, por exemplo, pode representar um fruto proibido, uma fruta saudável ou o símbolo do conhecimento; um exercício lesivo e saudável; uma cerveja lesiva ou saudável. Como quase dizia um tigre por aí, “desperte o equilíbrio que há em você”.