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CATÓLICAS PELO DIREITO DE DECIDIR DEFENDE DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS

CATÓLICAS PELO DIREITO DE DECIDIR DEFENDE DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS

Há 26 anos, o Católicas pelo Direito de Decidir, comunidade formada por mulheres católicas, é um movimento político que propõe questionamentos para a sociedade e luta pelo direito das mulheres e minorias, dentre eles, a descriminalização do aborto. A convidada do Regra Entrevista dessa terça-feira (17) foi a integrante do movimento, Tabata Tesser. 

Tesser explica que as Católicas nasceu de um processo de ascensão junto da teologia da libertação no Brasil, entre as mulheres que eram de pastorais mas que também estavam em movimentos sociais e que não queriam reivindicar as crenças religiosas  porque defendem valores como direitos humanos e a dignidade da pessoa humana. “Nós somos vozes católicas de mulheres que defendem os direitos sexuais, reprodutivos e apostam em um modelo de ser igreja, inclusiva, humanitária e igualitária”, explica.   

Ela explica que desde o início do projeto o objetivo é olhar para os direitos humanos levando em consideração todas as questões sociais de gênero, da raça e classe, observando, principalmente, como essas desigualdades se atravessam, ainda mais no Brasil. “Um país de contexto de capitalismo periférico, atravessado por diversas desigualdades e onde a igreja católica teve um processo de corresponsabilidade nessa desigualdade e na estruturação dessas lógicas de poder que colocam a mulher no limbo da história”, disse. 

Uma das principais bandeiras defendidas pela Católicas é a luta pela vida das mulheres e meninas e a descriminalização do aborto no Brasíl e na América Latina. Tesser explica que, percentualmente, as mulheres que têm como religião o catolicismo são as que mais fazem aborto hoje no país e que é preciso que haja porta-vozes catolicas para defender o direito dessas mulheres dentro da igreja. 

Atualmente, no Brasil, só é permitido realizar aborto em casos em caso de risco de vida para a mulher causado pela gravidez, quando a gestação é resultante de estupro ou se o feto for anencefálico. A interrupção da gestação por outros motivos e consentido pela mulher é punido pelo Código Penal. 

Tesser analisa que explica que há pauta sobre aborto no país frequentemente faz parte da agenda no legislativo, no entanto, não discutido da forma que deveria. “Quando a gente fala em descriminalização estamos falando no direito de decidir em, sobretudo, em qualquer momento”, explica. Ela relembra que a igreja católica tem papel importante na criminalização da prática, com teorias que condenam a tomada de decisão das mulheres e também o uso de contraceptivos. 

Quer conhecer mais um pouco sobre as Católicas e as ações do movimento? Assista a entrevista completa e conheça o perfil do grupo no instagram.  

Wanessa Alves

Estudante de jornalismo na Universidade de Brasília (UnB) e estagiária no Regra dos Terços. 

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