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CBDC’s E O REAL DIGITAL- O FUTURO DO SEU DINHEIRO

CBDC’s E O REAL DIGITAL- O FUTURO DO SEU DINHEIRO

Olá querido leitor/querida leitora! Como tem estado? Espero que bem e com saúde. Na coluna de hoje, vamos comentar sobre um tema que está na fronteira do conhecimento das ciências econômicas, mas que ao mesmo tempo envolve assuntos adjacentes como geopolítica, investimentos e tecnologia: as moedas digitais e suas contrapartes governamentais. Você sempre poderá conferir meus escritos anteriores nesse link aqui.

Para iniciarmos, deixo uma pergunta para o leitor/a leitora: você já parou para pensar o que é o dinheiro? A resposta simples poderia ser aquele pedaço de papel, pedaço de metal ou dígitos em um aplicativo de celular que você utiliza para trocar por bens e serviços. Entretanto, de maneira mais aprofundada, quem de fato atribuiu valor a esses itens que, de maneira quase mágica, nos permitem ter acesso a – quase – tudo? As respostas passam pelo estudo da teoria monetária e origens dos meios de troca.

Existem correntes do conhecimento que pregam que o dinheiro teve sua origem espontânea, quando nossos antepassados sentiram a necessidade de trocar seus bens por outros para satisfazer suas necessidades. Por praticidade, o dinheiro surgiu como um bem comum e universal que poderia ser utilizado para troca entre diferentes pessoas e por diferentes mercadorias ao longo do tempo. Vários itens já tiveram esse status: sal, conchas, pedras, trigo, metais e pedras preciosas, dentre outros. Porém, aqueles que melhor se encaixaram para esse fim foram os que tinham três características em comum: meio de troca amplamente aceito, unidade de conta e reserva que mantém seu valor ao longo do tempo.

Saltando um pouco na escala do tempo, com o surgimento dos estados modernos, governos ao redor do globo atribuíram para si o status de monopolistas e guardiões das moedas nacionais, instituindo o que se convenciona hoje por moedas de curso forçado, ou moedas fiduciárias. A estabilidade, manutenção do poder de compra e instituição legal para uso destas moedas nas operações financeiras são regidas pelas respectivas leis e bancos centrais dos estados.

Com o uso cada vez mais corrente de tecnologia para as transações financeiras – qual foi a última vez que você comprou algo usando uma nota de papel? – e o advento do blockchain e as criptomoedas, os bancos centrais se sentiram pressionadas a acompanhar tal evolução, lançando os primeiros passos para as CBDC’s, sigla em inglês para Central Bank Digital Currencies, em português, moedas digitais de bancos centrais. Ainda que estejam em fases iniciais, as moedas digitais dos bancos centrais permitiriam transações instantâneas entre os diferentes agentes monetários com baixo custo, controle em tempo real das emissões de moeda e índices inflacionários, dentre outras facilidades. O banco central do Brasil tem lugar de destaque entre suas instituições irmãs ao redor do globo: a implementação do Pix já foi um primeiro passo de relativo sucesso na criação de uma futura CBDC brasileira.

Como sugestão de aprofundamento sobre o tema monetário, sugiro a leitura do livro “O que o governo fez com o nosso dinheiro”, do economista americano Murray N. Rothbard.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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