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Estamos todos FUD

Estamos todos FUD
(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Coluna Henrique Costa

Olá querido leitor/querida leitora! Como você tem estado? Caso o leitor/a leitora tenha acompanhado os mercados mais de perto nos últimos meses, é quase certo que a resposta para a pergunta anterior seja: bem mal. E é sobre esse sentimento que aparece justamente em horas difíceis que discorremos na coluna de hoje. As minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

Não foi por acaso que escolhi o título da coluna dessa semana: ainda que o trocadilho possa parecer infame, FUD nada mais é que o acrônimo em inglês para fear, uncertainty e doubt; ou, em bom português, medo, incerteza e dúvida. Em momentos de baixa nos mercados, especialmente aqueles de duração mais prolongada, como o atual, esse é o ambiente que predomina com todos os participantes. Como consequência, nosso lado emotivo pode nos pregar peças, e nos levar a tomar decisões irracionais com nosso patrimônio duramente construído ao longo dos anos.

Dois pesquisadores são referência no campo de estudo chamado finanças comportamentais, que relaciona como o comportamento humano afeta suas decisões de investimento e poupança. São eles os americanos Richard Thaler e Daniel Kahneman. Ambos são ganhadores do prêmio Nobel de economia, e foram capazes de identificar os vieses que nós seremos humanos utilizados na tomada de decisões difíceis. De fato, já até falamos sobre alguns em colunas passadas: viés de ancoragem, aversão à perda, viés de recência, dentre outros.

E este último – o de recência – é o viés que com certeza está contaminando o humor de milhares de indivíduos ao redor do globo em relação aos investimentos. Não podemos deixar de dar importância aos eventos que estão acontecendo a nível mundial bem diante de nossos olhos – longe disso. Guerras, pandemia, recessão e desabastecimento devem sim ser levados em consideração, mas não são os únicos argumentos necessários para tomar a última palavra sobre o que fazer com seu dinheiro.

Lembre-se que os mercados são cíclicos desde sempre – e momentos de baixa são parte do jogo. Alongar o prazo para atingir seus objetivos financeiros é fundamental para se blindar dos vieses  que nossa mente insiste em nos trazer.

Até a próxima semana!

Letícia Fortes

Estudante de Jornalismo na PUCPR e estagiária do Regra. Escrevo para evidenciar e esclarecer assuntos que exigem nossa atenção, pois essa é minha forma de defender uma comunicação humanizada, acessível e engajada socialmente.

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