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COP26 e pesquisa eleitoral: a conjuntura política da semana

COP26 e pesquisa eleitoral: a conjuntura política da semana
TSE - Tribunal Superior Eleitoral

Novembro começou marcado pela Cúpula do Clima (COP26), que acontece em Glasgow, na Escócia. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu não comparecer ao evento, que reúne líderes de 196 países.

Os negociadores brasileiros têm adotado uma postura mais conciliatória, que se reflete na adesão de compromissos como o apoio à declaração internacional para a proteção de florestas. O anúncio é parte de um acordo para conter o desflorestamento ilegal até 2030. A iniciativa deve contar com US$ 19 bilhões de fundos públicos e privados.

Ainda, o Brasil assinou acordo para reduzir em 30% as emissões de metano até 2030. O gás metano é mais danoso que o gás carbônico para o efeito estufa e, no caso do Brasil, é proveniente, na maior parte, da atividade agropecuária. O agronegócio responde por mais de 20% do PIB nacional e possui uma das representações setoriais mais bem articuladas no Congresso Nacional, além de ser um dos principais segmentos que apoiam o presidente Bolsonaro.

O cenário eleitoral também foi assunto na semana, principalmente após a divulgação da pesquisa XP/Ipespe, que indicou que o ex-presidente Lula (PT) segue na liderança das intenções de voto para a eleição presidencial de 2022.

Num primeiro cenário foram apresentados seis nomes: Lula com 42%; Bolsonaro com 28%; Ciro Gomes (PDT) com 11%; João Dória (PSDB) com 4%; Mandetta (DEM) com 3%; e Rodrigo Pacheco (PSD) com 2%.

Num segundo cenário, com dez nomes, as intenções de voto foram as seguintes: Lula com 41%; Bolsonaro com 25%; Ciro Gomes com 9%; Sérgio Moro (Podemos) com 8%; Mandetta com 3%; Datena (PSD) com 3%; Eduardo Leite (PSDB) com 3%; Rodrigo Pacheco (PSD) com 2%; Simone Tebet (MDB) com 1%; e Alessandro Vieira (Cidadania) com 0%.

Em relação ao segundo turno, Bolsonaro perde em todos os cenários, sendo a maior distância para o ex-presidente Lula (50%
x 32%).

O levantamento foi feito de 25 a 28 de outubro, com 1.000 entrevistados. A 11 meses das eleições, os resultados de diferentes institutos de pesquisa indicam desvantagem de Bolsonaro. Porém, o presidente dispõe de tempo e do controle da
administração pública federal para tentar
reverter a conjuntura.

Confira a Conjuntura da Semana completa:

Conteúdo: Ética Inteligência Política

Gabriel Barreto e Beatriz Falcão

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