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CPI DA COVID: ATESTADO DE ÓBITO DE MÃE DE LUCIANO HANG TERIA SIDO FRAUDADO

CPI DA COVID: ATESTADO DE ÓBITO DE MÃE DE LUCIANO HANG TERIA SIDO FRAUDADO
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid ouve nesta quarta-feira (23) o presidente da operadora de saúde Prevent Senior, Pedro Benedito. Benedito esclareceu detalhes sobre o dossiê elaborado por 15 médicos que afirmam terem trabalhado na operadora de saúde.

O material entregue à CPI da Covid aponta que a declaração de óbito da mãe do empresário Luciano Hang, Regina Hang, teria sido fraudada. Vale lembrar que Hang, dono da franquia Havan, é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e fervoroso incentivador do chamado “tratamento precoce” contra a covid, que seria a combinação sem eficácia comprovada e até contra indicada por alguns especialistas.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os médicos do dossiê em questão afirmam que a suposta fraude na declaração de óbito de Regina Hang é apenas um dos diversos casos que não foram noticiados devidamente. O nome da mãe do empresário ganha destaque em um dos capítulos do documento, chamado “Da suposta fraude nas declarações de óbito”, que possui mais de 60 páginas.

Prevent Senior foi denunciada por veículos de comunicação

Os procedimentos supostamente irregulares da Prevent Senior foram revelados pela GloboNews e, posteriormente, o Estadão teve acesso ao dossiê entregue à CPI da Covid.

Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI, afirmou que Luciano Hang “tinha condições de levar a sua genitora para a lua, porque tem dinheiro para isso”, mas que teria optado por levar à Prevent Senior e lá, segundo informações, o atestado de óbito não constaria que o óbito de Regina Hang seria por covid.

Em um vídeo publicado nas redes sociais em fevereiro deste ano, Hang afirmou que sua mãe era assintomática e foi levada ao Hospital Sancta Maggiore, da rede Prevent Senior, no bairro do Morumbi, em São Paulo. No dossiê, é registrado que ela foi internada em 31 de dezembro e morreu em 3 de fevereiro. Ainda no prontuário, segundo os médicos, constava as informações principais sobre o início de sintomas, em 23 de dezembro. Como solução, foi optado pela adoção do chamado “tratamento precoce”, com hidroxicloroquina, azitromicina e colchicina antes do intermaneto. Já no hospital, de acordo com informações dos médicos, ela teria recebido ivermectina e tratamentos experimentais.

No vídeo das redes sociais, o empresário declara que a mãe não tomava nenhum tipo de medicamento preventivo para covid. “Eu me questiono: será que se eu tivesse feito o tratamento preventivo, eu não teria salvado a minha mãe?”, questionou Hang. Ainda nas páginas do dossiê, há uma citação para este vídeo específico e o documento declara que o material “não condiz com as informações do prontuário”, já que segundo os médicos, “o prontuário médico da sra. Regina Hang prova que ela utilizou o kit antes de ser internada e que repetiu o tratamento durante a internação, assim como registram que seu filho, sr Luciano Hang, tinha ciência dos fatos”, consta no documento.


“Como outros tantos casos de óbitos na rede Prevent Senior decorrentes da covid-19 que não foram devidamente informadas às autoridades, a declaração de óbito da sra. Regina Hang foi fraudada ao omitir o real motivo do falecimento”, completa o dossiê.

Por sua vez, a Prevent Senior afirmou que não houve fraudes em declarações de óbitos e nas oitivas de Pedro Benedito, o diretor-executivo negou que a operadora tenha cometido qualquer irregularidade.

Eline Carrano

Jornalista por profissão, cronista por opção e neta coruja. Escrevo porque preciso justificar as ansiedades que o tarja-preta não dá conta.

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