CPI DA COVID: FAUSTO JUNIOR ESCLARECE CRISE DE SAÚDE NO AMAZONAS

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, ouve nesta terça-feira (30) o deputado estadual Fausto Junior (MDB-AM), relator da CPI da Saúde, criada pela Assembleia Legislativa do Amazonas e que funcionou em 2020.

A situação calamitosa na saúde do estado foi um dos objetivos de investigação da CPI da Covid que acontece atualmente no Senado Federal. No relatório, Fausto Junior pediu a exoneração das autoridades e agentes públicos do governo local, depois do resultado das investigações apontarem superfaturamento na compra de ventiladores pulmonares.

Edilson Rodrigues/Agência Senado

Os senadores também pretendiam votar nesta terça-feira (30) a convocação do deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, e de outras pessoas que possam ter envolvimento nas possíveis negociações de importação da vacina indiana, Covaxin. Porém, a votação ficou para quarta-feira (30).

Depoimento dos irmãos Miranda compromete o governo

Em depoimento no último dia 25 à CPI da Covid, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), e seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda esclareceram sobre os apontamentos que fizeram de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin.

Segundo relatos coletados pela CPI da Pandemia, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), teria sido alertado pessoalmente sobre essas irregularidades que, segundo as informações reunidas, podem ser encontradas no contrato para a entrega de 20 milhões de doses da Covaxin no valor de R$1,6 bilhão. A dose foi negociada por US$ 15, preço maior ao da negociação de outras vacinas no mercado, por exemplo, da Pfizer. O deputado ainda denunciou à CPI a pressão da pasta para favorecimento da Precisa Medicamentos, representante da desenvolvedora da vacina, Barath Biontech, no Brasil.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, afirmou que com essas denúncias se inicia uma nova fase dentro das investigações, levando o tema para o foco de possíveis corrupções. Para Randolfe, o fato de um superfaturamento de R$1,6 bilhões ter sido avisado, mas supostamente ignorado, ainda é uma história com muitos pontos nebulosos e os depoentes deverão apresentar detalhes mais claros.

Randolfe ainda explicou que sabe-se muita coisa, ao mesmo tempo que sabe-se quase nada. Um dos aspectos dos depoimentos de hoje deve ser a apresentação da cronologia dos fatos. A CPI convocou primeiro o servidor, Luis Ricardo, porque ele prestou seu depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) e, posteriormente, seu irmão se ofereceu a depor voluntariamente.

O calendário da CPI deverá passar por uma revisão para conseguir acomodar possíveis novos depoimentos sobre esse caso. A comissão tem prazo de funcionamento até dia 7 de agosto, mas pode passar por uma prorrogação a partir de um requerimento que tenha apoio de no mínimo 27 senadores.

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