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CPI DA PANDEMIA OUVE RICARDO BARROS NESTA QUINTA-FEIRA

CPI DA PANDEMIA OUVE RICARDO BARROS NESTA QUINTA-FEIRA
Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia ouve nesta quinta-feira (12) o deputado Ricardo Barros (PP-PR), ex- ministro da saúde e atual líder do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

O nome do deputado entrou na mira da CPI da Pandemia depois do depoimento do também deputado, Luis Miranda (DEM-DF), alegar que Bolsonaro teria citado Ricardo Barros ao ouvir denúncias de possíveis irregularidades na negociação do Ministério da Saúde na compra das doses da vacina indiana, Covaxin.

ricardo barros
Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Miranda teria ouvido em uma reunião no Palácio da Alvorada, em março, o presidente da República dizer que as tramitações do contrato eram de responsabilidade de Ricardo Barros e que acionaria a Polícia Federal (PF). A PF atualmente investiga se Bolsonaro teria cometido crime de prevaricação ao ignorar as denúncias e não ter pedido a apuração do caso.

No entanto, Bolsonaro defendeu a credibilidade de Barros e não confirmou e nem negou que tenha citado o nome do deputado no encontro com Luis Miranda. No mesmo dia do depoimento de Miranda, o líder do governo foi às redes sociais e disse não ter sido citado pelo presidente.

Ricardo Barros se defende de acusações de pedido de propina

A Folha de S. Paulo revelou com exclusividade no dia 29 de junho que o representante da Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti, teria recebido o pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde. Dominguetti alegou que o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, foi o responsável pelo pedido de propina, que ocorreu em uma reunião no dia 25 de fevereiro. A empresa buscou o Ministério da Saúde para negociar 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca com uma proposta feita de US$ 3,5 por cada. Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

À época, a revista Crusoé mostrou ainda que o deputado Luís Miranda teria recebido propostas para receber propina de US$ 0,06 por dose da Covaxin importada caso não atrapalhasse a negociação. O valor poderia chegar a US$ 1,2 milhão – R$ 6 milhões – caso ele aceitasse a proposta. Segundo a revista Crusoé, Miranda teve dois encontros com um lobista em Brasília para tratar do assunto. Na segunda reunião, o próprio Ricardo Barros teria estado presente, segundo a reportagem.

Em nota pública, o deputado Ricardo Barros afirmou nunca ter participado de qualquer negociação em relação à compra de vacinas. Já o presidente Bolsonaro confirmou ter se reunido com os irmãos Miranda em março de 2021, mas afirma que não houve qualquer comunicação de corrupção. 

Eline Carrano

Jornalista por profissão, cronista por opção e neta coruja. Escrevo porque preciso justificar as ansiedades que o tarja-preta não dá conta.

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