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CPI DA PANDEMIA: SERVIDORA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, REGINA CÉLIA OLIVEIRA, FALA SOBRE IRREGULARIDADES NO CONTRATO DA COVAXIN

CPI DA PANDEMIA: SERVIDORA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, REGINA CÉLIA OLIVEIRA, FALA SOBRE IRREGULARIDADES NO CONTRATO DA COVAXIN
Agência Senado

Nesta terça-feira (6) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia ouve o depoimento da servidora do Ministério da Saúde, Regina Célia Silva Oliveira. Regina é apontada como responsável por autorizar o contrato da aquisição da vacina indiana, Covaxin.

Citada na CPI pelo servidor Luís Ricardo Miranda, que afirmou ter avisado sobre irregularidades no contrato de compra das vacinas pelo Ministério, Regina deve esclarecer sobre essas supostas incoerências contratuais. Segundo Miranda, durante uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente teria citado o nome do deputado Ricardo Barro (PP-PR), como o envolvido no esquema das vacinas.

Agência Senado

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou um inquérito a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para apuração dos detalhes que podem esclarecer se Bolsonaro sabia realmente das suspeitas de irregularidades no contrato citato por Miranda e não denunciou aos órgãos de investigação. Caso o chefe do executivo tenha sido omisso a respeito desse tema, isso pode caracterizar um crime de prevaricação.

A negociação das vacinas indianas é investigadas pela CPI da Covid, pelo Ministério Público Federal, pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União.

Ricardo Barros é o próximo depoente nesta quinta-feira

O deputado federal e líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), vai depor à CPI da Pandemia na próxima quinta-feira (8). O parlamentar está no centro dos escândalos envolvendo irregularidades na compra de vacinas para a Covid-19. A CPI também vai ouvir ao longo dos próximos dias o representante da Precisa Medicamentos, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e o ex-diretor do Departamento de Logística do ministério, Roberto Ferreira Dias, exonerado nesta quarta-feira (30).

A Folha de S. Paulo revelou com exclusividade que o representante de uma vendedora de vacinas afirmou recebeu pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde. Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da empresa Davati Medical Supply, disse que o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, foi o responsável pelo pedido de propina, que ocorreu em uma reunião no dia 25 de fevereiro. A empresa buscou o Ministério da Saúde para negociar 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca com uma proposta feita de US$ 3,5 por cada.

Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). O parlamentar também tem o nome envolvido em outro escândalo, da Covaxin.

Eline Carrano

Jornalista por profissão, cronista por opção e neta coruja. Escrevo porque preciso justificar as ansiedades que o tarja-preta não dá conta.

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