CPI DA PANDEMIA: WITZEL DENUNCIA PERSEGUIÇÃO DO GOVERNO POR TENTAR RESOLVER CASO MARIELLE FRANCO

O depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, foi um dos mais esperados na semana e já começou abordando um dos temas mais polêmicos dos últimos anos: o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL).

Além dos temas esperados, como desvio de dinheiro público, falta de leitos e respiradores, Witzel afirmou que iria tratar do caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, que há 3 anos não tem respostas e nem culpados. O ex-governador também prometeu conversar com a imprensa sobre a reunião do colegiado.

Philippe Lima/Gov. Estado do Rio de Janeiro

Witzel afirmou que sofre perseguição política do governo federal e que seu processo de impeachment teve começo graças ao andamento das investigações da morte da vereadora Marielle. Na ocasião do crime, no dia 14 de março de 2018, Marielle e o motorista, Anderson Pedro Gomes, foram assassinatos a tiros, disparados por uma metralhadora 9mm, no Rio de Janeiro.

O sargento reformado da Polícia Militar (PM) Ronie Lessa é acusado por ser o autor dos disparos. Por sua vez, o ex-PM Élcio Queiroz, responde por dirigir o carro onde estariam os criminosos. Até hoje, não se sabe quem foi o mandante do crime.

Witzel afirmou antes do início das oitivas da CPI da Pandemia que o fim de seu governo teve início com a prisão dos ex-policiais.

“O caso Marielle foi o estopim da revolta do governo federal comigo. Meu compromisso é com a verdade, doa a quem doer. O caso Marielle tinha que ser resolvido, e a prisão dos executores causou tudo que aconteceu”, afirmou o ex-governador.

“Ainda vou tratar assuntos que considero sigilosos, mas venho para colaborar com a CPI e com a nação, esclarecer os fatos que ocorreram no Rio de Janeiro. O impeachment traveste um golpe contra a democracia e contra mim, e espero que a CPI possa trazer luzes ao que aconteceu no Rio. Ao final, vou responder às perguntas dos jornalistas, de acordo com o que foi falado”, continuou.

Ao ser questionado sobre os processos de desvio e lavagem de dinheiro, Witzel se declarou inocente.

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