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Coleta de dados pode aumentar leis para TDAHs: “não se pode ignorar aquilo que grita”

Coleta de dados pode aumentar leis para TDAHs: “não se pode ignorar aquilo que grita”
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Como o censo populacional pode transformar a realidade de uma comunidade inteira? A experiência de vida de Erick Mota (@erickmotaporai) e os ensinamentos que o diagnóstico tardio de Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade (TDAH) respondem essa questão. No episódio #017 do Podcast Distraídos, projeto original do Regra, o jornalista conta como a infância difícil na periferia de Curitiba, sem o conhecimento da condição de neurodivergente, poderia ter sido menos complicada com a identificação do transtorno. Para ele, “se já existissem políticas públicas para que pessoas com neurodivergencias recebessem atendimento especial, para que as escolas tivessem profissionais preparados para perceber quando uma criança é neurodivergente, a minha vida teria sido outra”. Agora para as próximas gerações de TDAHs, a história pode ser diferente.

O próximo censo populacional, isto é, depois do levantamento a ser realizado neste ano, vai incluir dados sobre a comunidade TDAH. Informações sobre dislexia também vão compor a pesquisa do censo. A inclusão veio a partir do Projeto de Lei federal 4459/21, que está em fase de análise e aprovação nas comissões temáticas da Câmara de Deputados. 

Ouça o Podcast Distraídos:

Na prática, o recolhimento de informações sobre essa parcela de neurodivergentes permite que novas leis voltadas a eles sejam implementadas no país, segundo Erick Mota. “Política pública precisa ser baseada em dados. Você não enxerga uma comunidade que não existe nos dados públicos e oficiais. Então, TDAHs muitas vezes não tem amparo simplesmente porque não tem dados referentes aos TDAHs”. A catalogação de informações pode, de acordo com o jornalista e co-host do Distraídos, causar um “constrangimento” em quem faz as leis e obrigá-los a se dedicar mais ao tema. “Você não pode ignorar aquilo que grita”, conclui.

A parcela da população que tem TDAH pode chegar a 10%. No entanto, o número não tem respaldo oficial, o que diminui o impacto no momento de legislar para neurodivergentes. Esta semana foi marcada pelo Dia Mundial do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, com debates na Câmara dos Deputados sobre o tema. O evento recebeu a idealizadora e host do podcast Tribo TDAH, Thata Finotto (@thata_finotto), que defendeu o status de doença para o TDAH. A discussão sobre considerar o transtorno uma deficiência gira em torno da facilitação de acesso ao tratamento adequado para neurodivergentes.

Para conferir mais sobre o impacto da coleta de dados sobre TDAH na vida de quem é neurodivergente, ouça o novo lançamento do Podcast Distraídos e os demais episódios do projeto – disponíveis em Spotify, Anchor e demais agregadores. A iniciativa inclui ainda um grupo no Telegram, o Hiperfocados, com especialistas e neurodivergentes que conversam e discutem sobre diversos temas relacionados aos transtornos neurológicos. Para participar e contribuir com Distraídos, acesse apoia.se/podcastdistraidos.

Esta matéria utilizou informações de Agência Câmara Notícias.

Eduardo Veiga

Estudante de Jornalismo e redator freelancer. Já trabalhou em Rádio Banda B, Portal Banda B e publicou no Jornal Plural. Atualmente, é estagiário no Regra.

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