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DEPUTADO CHAMA ARTHUR LIRA DE FILHA DA PU** NO PLENÁRIO DA CÂMARA

DEPUTADO CHAMA ARTHUR LIRA DE FILHA DA PU** NO PLENÁRIO DA CÂMARA
Arthur Lira é xingado no Plenário da Câmara

Durante a sessão de ontem (15) no Plenário da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, deputado federal Arhur Lira (PP-AL) foi chamado de filha da puta pelo deputado Igor Timo (Podemos-GM). Os parlamentares estavam analisando os últimos destaques do Código Eleitoral, e Lira já estava fazendo o discurso final, prestes a fechar a sessão. “Já tá encerrando. Não vai deixar eu falar de novo. Quer ver que filho da puta”, esbravejou Timo, que estava via sessão virtual.

Após a fala os deputados e deputadas riram no plenário e Lira perguntou: “Quem é que falou aí?”. Igor Timo então pediu a palavra e seguiu normalmente, como se a ofensa nunca tivesse existido. “Eu gostaria de aproveitar a oportunidade, presidente, para parabenizar a deputada Margarete pelo belíssimo trabalho, que demonstra ser a qualidade da mulher brasileira, mostrando que o lugar de mulher é onde ela quiser”, seguiu o deputado.

Lira tem sido muito criticado pela maneira que vem conduzindo as sessões na Câmara. O primeiro ponto de crítica é a velocidade que alguns assuntos delicados estão sendo tratados na Casa. Não raras vezes, o deputado do PP pauta pedidos de urgência para matérias que, na opinião de muitos parlamentares e especialistas, precisavam passar por um longo debate. Mas, quando aprovada a urgência, o projeto vai direto ao Plenário, sem nem se quer ter, necessariamente, passado pelas comissões e tido os devidos trâmites legislativos, como debates, oitivas de especialistas e alterações, por exemplo.

Outro ponto de crítica é o que aconteceu ainda na noite de ontem. Lira tem aplicado uma leitura muito particular do regimento interno da Casa, o que faz com que parlamentares dos mais variados espectros, a depender do assunto, afirmarem que ele rasga o regimento da Casa para conseguir aprovar como quer, o assunto de seu interesse.

Na sessão de ontem, Lira devolveu para a pauta um tema que já tinha sido derrotado na última sessão que tratou do Código Eleitoral. A quarentena para juízes, membros do Ministério Público e policiais foi retirada do texto após apresentação de um destaque que saiu vencedor. Mas, na sessão de ontem, que analisou os últimos destaques para a matéria, o presidente Lira trouxe o mesmo assunto, que havia sido derrotado, de novo à baila. Foram feitas pequenas modificações, uma delas é o tempo de quarentena, que antes de ser retirado do texto, falava-se em cinco anos e, na versão votada ontem, ficou em quatro anos.

Outro ponto questionado pelos parlamentares é a maneira da votação. Foram analisados três destaques em uma emenda aglutinativa, que, como o próprio nome indica, serve para unificar os assuntos. Porém, estes destaques que foram votados juntos entraram no texto final como artigos separados. Isso foi feito para facilitar a derrubada de vetos presidenciais. Caso Jair Bolsonaro (sem partido) decida vetar um dos três artigos, ou os três, os parlamentares podem escolher qual devolver ao texto. Se fosse colocado tudo em um assunto só, o tema teria maiores resistências para ser derrubado, uma vez que muitos parlamentares concordam com a quarentena para juízes, mas discordam quando o assunto é policial, por exemplo.

O governo protestou contra a manobra regimental. “Sr. Presidente, questão de ordem com base nos arts. 118 e 122 do Regimento Interno. Com relação às emendas aglutinativas, o Regimento Interno assenta no parágrafo 3º do art. 118, que a emenda aglutinativa é a que resulta da fusão de outras emendas, ou destas com o texto, por transação tendente à aproximação dos respectivos objetos“, disse o deputado Vitor Hugo (PSL-GO).

“Nós orientamos contrariamente a essa emenda, ainda lamentando o que acabou de ocorrer com a aprovação de uma emenda aglutinativa, que não poderia ter sido, no nosso entendimento, apreciada, e cuja questão de ordem feita pela Deputada Adriana Ventura e por outros Parlamentares, após ser respondida, não foi submetida a um efeito suspensivo, conforme também prevê o nosso Regimento. Com veemência, nós repudiamos o que aconteceu aqui nesta noite”, protestou o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS).

Por 273 votos a 211, os deputados aprovaram emenda exigindo o desligamento de seu cargo, quatro anos antes do pleito, para juízes, membros do Ministério Público, policiais federais, rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, militares e policiais militares.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Atualmente é repórter de rede da Band e Bandnews TV em Brasília. Fundador do Regra dos Terços

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