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DESBRAVANDO O MUNDO DOS INVESTIMENTOS

DESBRAVANDO O MUNDO DOS INVESTIMENTOS

Parte 1: A (não tão) boa e velha caderneta de poupança

Olá querido leitor/querida leitora!

Como tem passado? Espero que bem. Na coluna de hoje, gostaria de inaugurar uma mini série sobre os diferentes produtos e mercados que existem dentro do universo de investimentos, e que estão disponíveis para você, pessoa física, que gostaria de melhorar os rendimentos do seu dinheiro do fim do mês. Vamos evoluir gradativamente no nível de risco e tecnicidade das modalidades de investimento semana a semana, sendo que ao fim desta série você poderá ter tido um bom overview. Comecemos pela caderneta de poupança, uma das “queridinhas” dos brasileiros e brasileiras.

A caderneta de poupança, ou somente poupança, é considerada um dos investimentos de menor risco do mercado. Sua origem remonta à fundação da própria Caixa Econômica Federal, em 1861, pela então imperador dom Pedro II. Um dos fatos curiosos é que os depósitos em poupança são garantidos pelo FGC, em caso de quebra da instituição depositária.

Por ser um veículo de baixo risco, a rentabilidade da poupança também é baixa se comparada a outros modalidades. Desde maio de 2012, com o advento da chamada “nova poupança”, a remuneração da caderneta segue a seguinte regra:

  • Se a taxa SELIC for maior que 8,5% ao ano, a remuneração é de 0,5% ao mês;
  • Quando a SELIC estiver em patamar menor que 8,5% ao ano, a remuneração será de 70% da referida taxa;

Existe uma parcela adicional de remuneração da poupança, atrelada à taxa TRD, mas que na prática não altera, de forma significativa, tais juros. Depósitos feitos antes de maio de 2012 (a chamada “velha poupança”) tem a taxa fixa de 0,5% ao mês, independente da taxa SELIC vigente. Vale ressaltar também que os rendimentos dos depósitos só são concretizados no chamado “aniversário” da sua caderneta, ou seja, passado 30 dias da data do referido depósito. Caso o poupador saque antes desse período, o principal sacado não é acrescido dos juros.

Ainda que a poupança seja a campeã de captação líquida por vários anos seguidos, nos últimos tempos ela tem sido a “lanterninha” de rendimento real: aquele que excede a inflação de determinado período, e que mais interessa ao investidor no fim das contas. Com a atual taxa SELIC em 2% ao ano, a poupança tem rendido por volta de módicos 0,17% ao mês, bem longe da velha poupança, e mais ainda do IPCA de janeiro de 2021 – 0,25% – e de dezembro de 2020 – altos 1,35%. Em resumo, o investidor que deixa seu capital dormir na caderneta perde (muito) poder de compra na atualidade.

Na semana que vem, vamos subir um degrau e falar sobre o vasto mercado de investimentos de renda fixa em nosso país. Até mais!

                Se tiver alguma dúvida, me chama no direct do Instagram para trocarmos uma ideia.

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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