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Brasil desmata 18 árvores por segundo na Amazônia, diz estudo

Brasil desmata 18 árvores por segundo na Amazônia, diz estudo
Foto: Arquivo/Agência Brasil

18 árvores por segundo, 1,9 hectare por minuto e 111,6 hectares por hora. São os números do desmatamento na Amazônia em 2021. O Relatório Anual de Desmatamento no Brasil (RAD), realizado pelo MapBiomas, mostra que no ano passado o desmatamento cresceu 20% no Brasil, um total de 16.557 km² da cobertura de vegetação nativa destruída ao longo de 2021.

O estudo mostra que a Amazônia é a principal vítima. 59% da área desmatada e 66,8% dos alertas de desmatamento no país estão na principal floresta tropical do mundo. Cerrado e Caatinga aparecem nos segundo e terceiro lugares, respectivamente. No entanto, o estudo alerta que todos os biomas contabilizam perdas.

Se por um lado os alvos do desmatamento estão distribuídos, a autoria da destruição tem um só nome em quase todos os casos: agropecuária. Dentre agricultura e pecuária, o levantamento indica que 59% do desmatamento se deve às atividades promovidas pelo agronegócio. As perdas se devem à conversão da floresta em áreas cultiváveis ou para a habitação de animais.

Outro dado que salienta a participação do agronegócio nos danos ambientais causados é o cruzamento dos números de alerta de desmatamento com as localizações de imóveis rurais, que resultam em 77% da área desmatada em 2021.

Segundo o promotor de justiça Sergio Luiz Cordoni, que atua no setor de Proteção do Meio Ambiente do Ministério Público do Paraná, dois motivos estão por trás do aumento significativo de agressões ao meio ambiente registradas no ano passado: pandemia e Bolsonaro.

“A situação estabelecida pela Covid-19 facilitou a realização de atividades que atingem o meio ambiente e intensificou queimadas, por exemplo. Órgãos de fiscalização não puderam atuar da mesma forma. Muitos casos também ficaram represados”, afirma Cordoni. 

Para ele, a conduta do atual governo federal também enfraqueceu políticas de preservação. De acordo com o MapBiomas, as atividades de garimpeiros estão em segundo lugar entre os responsáveis pelo desmatamento promovido em 2021.

Desde o início do governo Bolsonaro, 4.322.487 hectares foram desmatados, área quase equivalente aos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. No mesmo período, as ações de penalização na área ambiental ficaram sob o guarda chuva do Exército. Além disso, houve maior enfraquecimento em operações do IBAMA, órgão que, inclusive, sofreu com trocas de comando sucessivas vezes. 

O promotor do Ministério Público alerta ainda para as consequências do aumento do desmatamento. Para ele, “É preciso ficar atento para como indígenas e outros povos recebem os danos ambientais. Eles são diretamente afetados”.

Leia também: Acampamento Terra Livre protesta contra política anti-indígena e a favor da demarcação de terras indígenas

Eduardo Veiga

Estudante de Jornalismo e redator freelancer. Já trabalhou em Rádio Banda B, Portal Banda B e publicou no Jornal Plural. Atualmente, é estagiário no Regra.

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