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Criança autista é maltratada por diretora, que é flagrada em vídeo agredindo bebê de 11 meses

Criança autista é maltratada por diretora, que é flagrada em vídeo agredindo bebê de 11 meses
Diretora é denuncia por maus-tratos contra bebês e crianças

A diretora de uma creche, em Florianópolis, foi denunciada por pais, professores e pedagogos por conta de uma série de maus-tratos contra crianças de 11 meses a 5 anos. Em vídeo ela aparece agredindo um bebê de 11 meses e tem relato de que ela gritava e batia em uma criança autista.

No último sábado (2), foram feitos diversos boletins de ocorrência relatando que as crianças passavam fome, eram humilhadas, xingadas e trancadas em banheiros, no colégio particular Floripa Bem Me Quer – Desenvolvimento e Movimento.

Um dos casos, filmado pelas professoras, a diretora da escola, Twuisa Alexandre Marcelino, coloca um pano e aperta a cabeça de um bebê de 11 meses. Nas imagens ainda é possível ouvir ela chamando a criança de chata, falando para ela parar de chorar e segurando a manta do bebê como se fosse sufocar ele. 

Vídeo: Metrópoles

Segundo relatos de uma ex-funcionária da escola ao Metrópoles, a diretora deixava um menino autista sentado o dia inteiro atrás da mesa dela, mantendo ele sempre no celular, além de dificilmente o alimentar. “Ela raramente alimentava o menino pois alegava que ele não comia muita coisa. Os remédios que os pais mandavam para ele tomar eram jogados fora, pois ela dizia que ele cuspia nela quando tomava. Quando ele gritava ela mandava ele calar a boca, gritava com ele e, às vezes, batia também”, contou.

Outro episódio exposto, é que embora os pais pagassem um valor alto na mensalidade para que os filhos tivessem alimentação na escola com frutas e verduras, as crianças sempre voltavam com fome para casa. Pois recebiam pouca comida, sendo alimentadas com frequência com macarrão e arroz, e no lanche com apenas três rodelas de banana. 

Os pais procuravam com frequência os professores da escola para relatar problemas comportamentais nas crianças. Pressionados e revoltados com toda a situação, alguns professores criaram um grupo no Whatsapp para denunciar tudo o que os pequenos estavam sofrendo.  

Relatos

Uma mãe contou que nunca imaginou que as crianças passassem por algo tão cruel na escola. “[Minha vida] se tornou um verdadeiro pesadelo em função dos relatos do que acontecia com eles naquele ambiente e que vão desde o racionamento de comida, castigos, trancafiar em cômodos separados, xingamentos e chantagem até tapas, chineladas. Borrifar álcool no rosto, não administrar remédios de uso contínuo, entre outros maus-tratos como o (suposto) sufocamento do vídeo”, lamentou.

Uma professora contou ao portal Metrópoles que já tinha tentado denunciar os maus-tratos que aconteciam na escola ao conselho tutelar. “Trabalhei lá por algum tempo e presenciei coisas desumanas feitas com as crianças que estudavam ali. Muitas vezes tentei gravar ou fotografar o que era feito, mas a dona do colégio nunca me dava uma folga para isso. Tentei denunciar no conselho tutelar várias vezes, mas me disseram que eu precisava de fotos ou vídeos”.

O pai de uma criança de um pouco mais de 2 anos, contou que o filho chegou a relatar que teria ficado trancado no banheiro, mas que os pais não acreditaram. “Ele já fala. Demonstrou algumas coisas, mas não levamos a sério os sinais do nosso filho. Depois do que vimos, estamos arrasados em reconhecer tudo que ele passou no lugar que devia acolher e fazê-lo feliz”, disse o pai emocionado.

Leia também: Brasil descumpre tratado da OMS ao adiar classificação internacional de TDAH e autismo como doenças

O que diz a escola?

Depois das denúncias, a escola não atendeu mais o telefone e fechou as portas. Os advogados da instituição mandaram uma nota aos pais afirmando que foram divulgadas “fakes news” nas redes sociais e que essas informações provocaram prejuízos a ponto de levar ao fechamento temporário da escola, até que fossem apurados os fatos.

Rafaela Moreira

Jornalista, repórter do Regra dos Terços e diretora de programas de televisão na TV Band e na Rede Super.

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