fbpx

Documentos mostram que Facebook ignora discursos de ódio, diz jornal

Documentos mostram que Facebook ignora discursos de ódio, diz jornal
CANVA

Um trabalho de dois anos de uma equipe do Facebook mostra que grupos minoritários são mais atacados na rede social. Segundo uma reportagem do The Washington Post, pesquisadores do Facebook chegaram a mostrar aos executivos da empresa, no ano passado, exemplo do discurso de ódio que circula na rede social e a pedir que a rede adotasse uma revisão de seu sistema de software, que removeria postagens com conteúdo de ódio antes que qualquer usuário do Facebook pudesse vê-las. Mas o plano foi recusado pelos líderes da empresa, segundo a reportagem.

O jornal americano afirma que, segundo informações obtidas com fontes que trabalham no Facebook e estão familiarizadas com a discussão, a empresa temia que o novo sistema pendesse ao proteger alguns grupos vulneráveis em detrimento de outros.

Diversos grupos de defesa de direitos civis têm afirmado que os algoritmos e as políticas do Facebook causaram um impacto desproporcionalmente negativo sobre as minorias, especialmente os usuários negros. Em um relatório divulgado no ano passado, depois de uma auditoria da Consultoria Estratégica Laura Murphy & Associados, os auditores concluíram que as decisões políticas do Facebook representaram um “tremendo retrocesso” para os direitos civis.

Dados da própria rede social informam que o público negro do Facebook está caindo. Pesquisa feita no começo de 2021 revela que o número de usuários negros mensais caiu 2,7%. Além disso, a pesquisa mostra que a utilização da rede por negros atingiu um pico em setembro do ano anterior.

O porta-voz do Facebook, Andy Stone, se manifestou a respeito das decisões da empresa em torno das políticas sobre discurso de ódio e como ela conduz seu relacionamento com os auditores de direitos civis. “O projeto ‘o pior do pior’ ajudou a nos mostrar que tipos de discurso de ódio nossa tecnologia detectava ou não e entendia de forma eficaz que formas as pessoas acreditam ser as mais insidiosas”, afirmou Stone em um comunicado.

Eline Carrano

Jornalista por profissão, cronista por opção e neta coruja. Escrevo porque preciso justificar as ansiedades que o tarja-preta não dá conta.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: