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Empresário bolsonarista diz que Brasil precisa de “mais desigualdade”

Empresário bolsonarista diz que Brasil precisa de “mais desigualdade”
Winston Ling nasceu no Rio Grande do Sul, tem 66 anos e se destacou como empresário no ramo de soja - Foto: Reprodução/Redes sociais

O empresário liberal Winston Ling, apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro (PL), defendeu que “nós precisamos de mais desigualdade, não menos”. O bolsonarista foi responsável por apresentar Paulo Guedes ao presidente nas eleições de 2018.

Segundo o empresário, em postagem já apagada, “a desigualdade impulsionada pelo mercado é fonte do progresso”. O texto acompanha uma publicação feita pelo Instituto Mises, think tank brasileiro dedicado à propagação de ideias liberais.

A polêmica surge no momento em que o governo Bolsonaro se dedica a aprovar benefícios, como vale-gás, auxílio combustível e aumento do valor do Auxílio Brasil, que possivelmente visam a tentativa de reeleição do presidente.

“As atividades dos indivíduos talentosos desencadeiam mudanças econômicas e tecnológicas que impulsionam o crescimento econômico a longo prazo e criam oportunidades para as pessoas medianas ingressarem nos círculos da elite”, afirma o texto do Instituto Mises compartilhado por Ling.

Quem é Winston Ling?

O empresário também ganhou repercussão por críticas feitas às medidas de contenção da Covid-19 durante a pandemia. Para ele, o isolamento social deveria ser obrigatório apenas para pessoas de grupos de riscos, o chamado isolamento vertical.

Apesar da polêmica gerada pela postagem feita na última terça-feira (19), Ling frequentemente cita personalidades ligadas ao liberalismo nas redes sociais, como o ex-presidente americano Ronald Reagan e a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher.

Desigualdade no Brasil

Em junho, números divulgados pelo 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19 mostram que a fome alcançou 33 milhões de brasileiros. O índice leva o país à década de 1990, última vez em que o número foi tão alto. Em dois anos, 14 milhões de pessoas passaram a não ter o que comer.

Enquanto isso, um estudo da ONG Oxfam, publicado já em julho de 2020, mostrava que o patrimônio dos super-ricos brasileiros cresce US$ 34 bilhões durante a pandemia.

Eduardo Veiga

Estudante de Jornalismo e redator freelancer. Já trabalhou em Rádio Banda B, Portal Banda B e publicou no Jornal Plural. Atualmente, é estagiário no Regra.

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