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EMPRESÁRIOS, BANQUEIROS E LIDERANÇAS DA SOCIEDADE CIVIL ASSINAM MANIFESTO EM DEFESA DAS ELEIÇÕES

EMPRESÁRIOS, BANQUEIROS E LIDERANÇAS DA SOCIEDADE CIVIL ASSINAM MANIFESTO EM DEFESA DAS ELEIÇÕES
Foto: Reprodução/Facebook

Um grupo de 260 empresários, banqueiros, líderes políticos e religiosos e membros da sociedade civil divulgaram nesta quarta-feira (4) um manifesto em apoio ao sistema eleitoral brasileiro e à Justiça Eleitoral. O documento chamado “Eleições serão respeitadas” afirma que a sociedade brasileira confia no sistema de votação eletrônica e que a sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias.” O manifesto também garante que “o Brasil terá eleições e seus resultados serão respeitados.”

A divulgação ocorreu no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como investigado no inquérito das fake news, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão do STF e a abertura de um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar os ataques de Bolsonaro às eleições, foram a reação mais contundente do Poder Judiciário diante das ameaças autoritárias do presidente.

Foto: Reprodução/Facebook

Bolsonaro reagiu afirmando que pode usar armas fora da Constituição para se defender. O presidente falou sobre o assunto em uma entrevista nesta quarta-feira (4) à rádio Jovem Pan. “Ainda mais um inquérito que nasce sem qualquer embasamento jurídico, não pode começar por ele [pelo Supremo Tribunal Federal]. Ele abre, apura e pune? Sem comentário. Está dentro das quatro linhas da Constituição? Não está, então o antídoto para isso também não é dentro das quatro linhas da Constituição”, afirmou o presidente.

No manifesto, os signatários afirmam que um futuro mais próspero e justo só será possível com base na estabilidade democrática”. O princípio chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos. A Justiça Eleitoral brasileira é uma das mais modernas e respeitadas do mundo. Confiamos nela e no atual sistema de votação eletrônico. A sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias”, diz ainda o documento.

O manifesto é assinado por empresários como Luiza Trajano (Magazine Luiza) Roberto Setúbal (Itaú), Guilherme Leal (Natura), Oskar Metsavaht (Osklen) e Pedro Parente (BRF e ex-presidente da Petrobras); o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim – que também foi ministro da Justiça e da Defesa –, os ex-presidentes do Banco Central Gustavo Loyola, Ilan Goldfajn e Pedro Malan, o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, o ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro e o ex-chanceler Celso Lafer.

Lideranças religiosas como o cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, o rabino da Congregação Israelita Paulista Michel Schlesinger, e Monja Cohen também estão entre os signatários, além de economistas, como Alexandre Schwartsman, Andre Lara Rezende, Armínio Fraga, Bernard Appy, Elena Landau, José Roberto Mendonça de Barros, Luiz Carlos Bresser Pereira e Persio Arida e Samuel Pessôa também subscrevem o documento.

Confira a íntegra do manifesto:

“O Brasil enfrenta uma crise sanitária, social e econômica de grandes proporções. Milhares de brasileiros perderam suas vidas para a pandemia e milhões perderam seus empregos.

Apesar do momento difícil, acreditamos no Brasil. Nossos mais de 200 milhões de habitantes têm sonhos, aspirações e capacidades para transformar nossa sociedade e construir um futuro mais próspero e justo.

Esse futuro só será possível com base na estabilidade democrática. O princípio chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos. A Justiça Eleitoral brasileira é uma das mais modernas e respeitadas do mundo. Confiamos nela e no atual sistema de votação eletrônico. A sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias.

O Brasil terá eleições e seus resultados serão respeitados.”

Kelli Kadanus

Kelli Kadanus, jornalista, cronista, tia coruja. Escrevo para tentar me entender e entender o mundo. É assim desde que aprendi a juntar sílabas. Sonho em mudar o mundo e as palavras são minha única arma disponível.

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