fbpx

Enciclopédia dos investimentos – termos do mercado financeiro – Parte 6

Enciclopédia dos investimentos – termos do mercado financeiro – Parte 6
Bolsa de valores (Imagem Canva)

Olá querido leitor/querida leitora! Tudo bem? Deixemos um pouco as notícias tristes que vieram da Ucrânia nos últimos dias, e vamos abordar algo mais leve, dando mais um passo nos termos comuns do mundo dos investimentos. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

Vamos aos termos de hoje:

  • Monero: criptomoeda, ou criptoativo, cujo foco é a privacidade dos seus usuários. Pode ser encontrada sob o código “XMR”. Recentemente, com o advento da guerra entre Rússia e a Ucrânia, muitas pessoas recorreram ao Bitcoin para transacionar entre residentes dos dois países, fugindo da desvalorização das respectivas moedas fiat, ou mesmo para escapar das sanções emitidas pelos países ocidentais. Outra alternativa utilizada, ainda que em menor escala, foi o uso da Monero. Desde sua concepção, as transações com esse criptoativo são impossíveis de serem rastreadas, ao passo que o blockchain do Bitcoin é público, deixando certo grau de rastreabilidade que pode ser explorado por governos e agências de inteligência. O nome “Monero” vem do esperanto, cuja tradução direta é “moeda”; 
  • Circuit break: evento no qual a bolsa de valores suspende temporariamente suas operações devido momentos de extrema volatilidade ou extrema incerteza. Tal medida se mostra necessária, a fim de frear eventuais desvalorizações excessivas dos ativos nesses momentos. A cerca de 2 anos atrás, em março de 2020, a B3 acionava seu circuit break após uma série de desavenças entre a OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo – e a Rússia – ela novamente. Contribuíram também para o mau humor da época os indícios de que a Covid-19 se tornaria uma pandemia mundial – o que de fato acabou ocorrendo;
  • Commodity: em tradução livre do inglês, significa mercadoria. Entretanto, no mundo dos investimentos, as commodities são produtos que funcionam como matéria prima para diversas cadeias de suprimento, sendo que a origem das mesmas não altera de forma significativa seu preço ou qualidade. Estão altamente ligadas aos setores agrícola e de mineração. Alguns exemplos são a soja, trigo, milho, açúcar, álcool, minério de ferro – produtos extremamente importantes para a balança comercial brasileira. Outros exemplos são o café, cacau, ouro, prata, feijão, cobre, petróleo, dentre muitos outros. Por serem uniformes, são negociados a nível mundial em bolsas de valores especializadas neste tipo de comércio. O termo ganhou novamente os holofotes, já que o conflito bélico no leste europeu fez disparar os valores do trigo, petróleo e do gás derivado de combustíveis fósseis.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: