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TDAH e meditação é debatido com a psicóloga Ana Bodanese no Podcast Distraídos dessa semana

TDAH e meditação é debatido com a psicóloga Ana Bodanese no Podcast Distraídos dessa semana

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem a maior taxa de pessoas ansiosas e é o quinto país com mais pessoas com depressão. Segundo estudo de 2015, realizado pela universidade Johns Hopkins, a meditação diária por cerca de 30 minutos pode ajudar a aliviar os sintomas de ansiedade e depressão. Por isso, no episódio 07 do Podcast Distraídos, Erick Mota e Alpin Montenegro conversam com a psicóloga Ana Bodanese sobre como a prática da meditação pode ser positiva para pessoas diagnosticadas com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), bem como em que casos específicos ela pode atrapalhar.

Os benefícios da meditação para a saúde são pesquisados desde os anos 1970. A host do podcast Alpin Montenegro cita dados científicos que comprovam que a prática de meditação constante e a longo prazo pode alterar as estruturas cerebrais a longo prazo, auxiliando na manutenção do foco e do equilíbrio emocional. As informações foram retiradas de um estudo da bióloga Elisa Kozasa, do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein.

Além disso, o host Erick Mota ressalta que o número de adultos praticantes de meditação triplicou entre 2012 e 2017, assim como o número de pesquisas acadêmicas sobre meditação na Associação Americana de Pesquisa em Mindfulness, do Reino Unido. Sendo a ansiedade e a depressão algumas das condições coexistentes do TDAH, a meditação pode auxiliar na redução dos sintomas ruins do transtorno, assim como a medicação faz. 

Em relação à meditação, a psicóloga Ana Bodanese afirma que a prática constante da meditação faz parte da sua vida como uma ferramenta, pois já internalizou o processo depois de anos de prática diária. “Se eu estiver passando por um momento de muita tensão, por algum tipo de sobrecarga de trabalho, uso a meditação como recurso para buscar o equilíbrio emocional”, afirma Ana. 

Ainda, a psicóloga ressalta que, embora a meditação seja teoricamente positiva para todas as pessoas, é preciso considerar as individualidades de seus pacientes, especialmente em relação a pessoas mais estressadas ou diagnosticadas com TDAH. “Não adianta dizer para que uma pessoa pratique meditação quando ela tem uma carga excessiva de trabalho e tá no limite de nervosismo e ansiedade. E por que eu digo isso? Porque eu era a pessoa que dizia que meditação não funcionava para mim. Exigia de mim um nível de foco e recursos emocionais que eu não conseguia utilizar até o momento que eu meditei pela primeira vez, depois de conciliar uma hora de CrossFit e uma hora de yoga, seguida de meditação guiada”, relata Ana.

Nesse sentido, Ana relata que a meditação também ocorre através de mudanças em comportamentos do dia-a-dia, como a atenção focada no sabor dos alimentos, no estado corporal e nos sons, cheiros e cores do ambiente. A psicóloga cita a meditação, por exemplo, como um recurso que amplia o equilíbrio emocional e a capacidade de avaliação de consequências, assim como a terapia. 

Na prática, Ana recomenda o uso da meditação como uma ferramenta para organizar os pensamentos e emoções ao longo do dia, e também diferencia atividades terapêuticas da terapia em si. “Se a meditação é uma atividade terapêutica para você e sua rotina prioriza a prática todos os dias, a tendência é que você fique mais centrado no seu dia-a-dia. Ao longo do tempo, você vai encontrar recursos para lidar melhor com as suas angústias, e talvez a meditação não se torne necessária diariamente. A intenção da terapia, então, é te ajudar a organizar sua rotina e te fazer aprender um caminho que vai tornar o psicólogo dispensável no futuro”, explica.

Ouça no Anchor.

O que é o Podcast Distraídos? 

Nos episódios do podcast, os hosts Alpin Montenegro e Erick Mota contam as curiosidades sobre o universo de quem é TDAH, autista e demais neurodivergências, que se referem a todas as possíveis variações no cérebro humano em relação à sociabilidade, aprendizagem, atenção, humor e demais funções cognitivas. O termo neurodivergência foi criado e popularizado a partir de 1998, pela socióloga Judy Singer. No episódio de estreia do Podcast Distraídos, Alpin Montenegro e Erick Mota falam sobre como o TDAH impactou na vida deles e trazem relatos de outros TDAHs. 

De maneira geral, a proposta do podcast é proporcionar o compartilhamento de vivências e informações sobre o TDAH. Alpin Montenegro é TDAH, autista e digital influencer com o @blackautie em todas as redes sociais. Já Erick Mota também é TDAH, além de ser empreendedor e jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação. Está em todas as redes no @erickmotaporai.

Pensando em mobilizar uma rede de apoio concreta, capaz de ajudar os ouvintes do podcast a buscarem um diagnóstico adequado e a conviverem com o TDAH sem perder a qualidade de vida, o podcast Distraídos criou um grupo no Telegram chamado Hiperfocados, com especialistas e outros neurodivergentes. Como o Distraídos é uma iniciativa independente, o grupo no Telegram é uma vantagem para os ouvintes que quiserem contribuir com algum valor, em dinheiro, para a produção do podcast através do Apoia.se. Você pode colaborar com qualquer valor acessando o apoia.se/podcastdistraidos

Letícia Fortes

Estudante de Jornalismo na PUCPR e estagiária do Regra. Escrevo para evidenciar e esclarecer assuntos que exigem nossa atenção, pois essa é minha forma de defender uma comunicação humanizada, acessível e engajada socialmente.

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