ESTUDOS CONFIRMAM AUMENTO DOS ALERTAS DE DESMATAMENTOS E JUNHO TEM NOVO RECORDE

Dados do Instituto de Pesquisas Espaciais e do sistema DETER, destacaram alertas de desmatamento na Amazônia estão crescendo a cada dia. Os dados ainda mostram que o mês de junho revelou uma área de 1.062km² de destruição, representando um aumento de 1,8% na área com alertas de desmatamento em relação mesmo mês no ano passado. Em junho de 2021, os números acumulados somam 3.610km², o que representa uma alta em relação do mesmo período de 2020.

Em nota, o Greenpeace se pronunciou sobre o tema e criticou a gestão do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). “Apesar dos números crescentes, o governo federal insiste em manter uma operação cara e comprovadamente ineficaz em lidar com o problema, enviando as tropas militares através da GLO, para combater o desmatamento. Dessa forma, validando a política antiambiental do atual governo que fragilizou órgãos de fiscalização, como Ibama e ICMBio”, afirma a nota.

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“É mais um triste recorde para a floresta e seus povos, esse número só confirma que o Governo Federal, não tem capacidade de combater toda essa destruição ambiental. Enviar o exército à Amazônia, somente neste momento em que o fogo e a devastação estão, mais uma vez, avançando sobre a floresta, é uma estratégia tardia e equivocada, deixando evidente que na verdade não há interesse em combater o desmatamento”, declarou Rômulo Batista, porta-voz da campanha Amazônia do Greenpeace.

Esse tipo de operação mobiliza recursos públicos muitas vezes superiores ao orçamento anual do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na intenção de fiscalizar um grande número de militares sem efetividade na prevenção do desmatamento e queimadas. O resultado não poderia ser outro: não há nenhuma parada no desmatamento e queimadas, ocasionando o aumento desses números. O Greenpeace também destacou as táticas ineficazes adotadas pela gestão atual. “O próprio governo divulgou os 26 municípios onde atuarão as Forças Armadas, o que compromete o ‘elemento surpresa’ necessário para encontrar e punir criminosos”, apontou.

“Estamos vivendo uma crise climática que se agrava com esses recordes de queimadas e desmatamentos, os reflexos no Brasil já podem ser vistos, como por exemplo a crise hídrica, causando o aumento da conta de luz e a aumento no preço dos alimentos”, continuou a nota. “Mas ao invés de  prevenir e combater o crime ambiental, esquemas organizados e patrocinados por grandes proprietários e grileiros de terra encontram-se amparados pelo esvaziamento das políticas de proteção ambiental, das atividades de fiscalização e pelas sinalizações vindas também do Congresso Nacional, que vem atuando para legalizar o ilegal”, explicou o Greenpeace.

Os projetos citados pela instituição são os Projetos de Lei 2633/2020 e 490/2017 que anistia grileiros e abre terras indígenas para atividades predatórias. O porta-voz da campanha Amazônia de Greenpeace, também criticou os parlamentares que, segundo Rômulo, não estão focados em combater os impactos da pandemia e que ameaçam as florestas, mas sim, em aprovar projetos que aceleram ainda mais o desmatamento, conflitos no campo e invasão de terras públicas.

Confira a nota na íntegra:

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