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Fazer sexo todo dia é saudável? Especialista explica

Fazer sexo todo dia é saudável? Especialista explica

É fato que relações sexuais podem trazer diversos benefícios para o corpo, física e psicologicamente. No momento do sexo, as pessoas envolvidas recebem estímulos que ajudam no bem-estar durante e depois do ato. No entanto, há quem se preocupe quando algo prazeroso e saudável se torna exatamente o contrário: um problema.

É possível se deparar com a ideia de “vício em sexo”, a depender do quanto e de como a pessoa realiza as diferentes formas de prazer sexual. Mas será que uma pessoa pode ficar viciada em sexo? Além disso, quando a prática sexual deixa de ser algo benéfico?

Para entender mais sobre o assunto, o Regra tirou algumas dúvidas com a psicóloga e sexóloga Gabriela Cruz. Confira:

Fazer sexo todo dia faz mal?

Primeiramente, é importante desmistificar a ideia de que manter uma determinada frequência nas relações sexuais pode ser prejudicial. “Desde que seja de comum acordo, não faz nenhum mal fazer sexo todos os dias, muito pelo contrário. É prazeroso e saudável”, comenta Gabriela. O sexo não deixa de ser um exercício físico como qualquer outro. Ele, inclusive, pode ajudar ainda mais a queimar calorias, eliminar toxinas do corpo e melhorar a qualidade da pele, entre outras vantagens. A depender da prática sexual escolhida, o ato pode exercitar vários músculos ao mesmo tempo e, assim, intensificar o exercício por todo o corpo.

Qual seria a frequência mais saudável para se fazer sexo?

“Não existe uma frequência sexual ideal ou saudável, ou até mesmo recomendável”, ressalta a sexóloga. Segundo ela, são muitos os fatores que determinam a frequência mais indicada. Entre eles, estão “o tempo de relacionamento, o ciclo de vida que se encontra a pessoa, se mais jovem ou idosa, a sua saúde mental, sua saúde física e o ritmo do ímpeto da pessoa”. Em uma relação sexual que se mantém entre pessoas, a conexão entre elas e a vontade de realizar o ato podem construir uma “rotina” sexual. No entanto, a especialista destaca que não há uma recomendação por parte de profissionais. “É saudável a frequência que agrada aos envolvidos”, afirma.

É possível uma pessoa ficar “viciada” em sexo? Quais seriam os indícios de que uma pessoa está viciada?

Por mais que o sexo não esteja culturalmente associado à ideia de “vício”, essa situação pode acontecer, como friza Gabriela. “Sexo é um comportamento e vício é um comportamento que continua sendo executado mesmo na presença de uma punição”. A punição a que ela se refere é justamente quando o ato deixa de ser prazeroso e, principalmente, começa a interferir em outros aspectos da vida. A psicóloga explica que “quando você se machuca fisicamente, tem prejuízos sociais, financeiros e pessoais em decorrência do “vício em sexo” pode ser o momento de procurar ajuda.

Caso a pessoa entenda que a prática sexual está prejudicando ela, o que fazer para amenizar essa sensação e, principalmente, a vontade de fazer sexo?

Quando a pessoa percebe que os prejuízos sociais, financeiros e/ou pessoais começaram por conta do sexo, ela deve, primeiro, tentar se distanciar do desejo. O que, segundo Gabriela, pode não ser algo fácil. “Quando você instaura um vício no seu cérebro, você automatizou um comportamento mediado por um aumento dopaminérgico e esse comportamento continuará sendo executado mesmo que seja ruim pra você”. Deixa de ser saudável e também prazeroso. É nesse momento que a pessoa deve buscar um psiquiatra e um psicólogo cognitivo comportamental que tenha especialidade em sexualidade. Ele é o profissional mais habilitado para o atendimento. Como Gabriela ressalta, esse problema não pode ficar reprimido. “ Você não precisa passar por isso sozinho”, conclui.

Eduardo Veiga

Estudante de Jornalismo e redator freelancer. Já trabalhou em Rádio Banda B, Portal Banda B e publicou no Jornal Plural. Atualmente, é estagiário no Regra.

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