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Juliana Monteiro: Não tem saída que não seja quebrar tudo e demolir esse sistema

Juliana Monteiro: Não tem saída que não seja quebrar tudo e demolir esse sistema

A escritora e jornalista Juliana Monteiro é a convidada desta semana para o Papo do Avesso, o podcast sobre literatura do Sonhos do Avesso. Ela se define como esquerdista, feminista e antifascista. Durante a conversa, ela fala sobre a revolução sexual, o acesso das mulheres ao mercado de trabalho, privilégios e muito mais. “Que direito é esse que a gente adquiriu? A que custos?”, questiona a escritora.

Juliana diz que tem algumas questões com a “Revolução Feminista” e diz não acreditar no feminismo liberal. “Acho que o feminismo é, sobretudo, anticapitalista, anti-sistêmico. Não é possível para a gente pleitear os direitos que pleiteamos nesse sistema feito por homens”, afirma.

A escritora argumenta que durante séculos, nossa maneira de existir era como objeto sexual de reprodução. “Quando a gente teve a revolução sexual, aquilo que era uma demanda pela liberdade sexual da mulher acabou virando a liberdade sexual do homem”, explica. Com a criação do anticoncepcional, por exemplo, o sexo mais descomplicado para os homens, mas as mulheres continuam sendo julgadas por suas escolhas.

Juliana Monteiro também fala sobre o mercado literário no Brasil e no mundo. Ela critica a falta de políticas públicas para incentivar a arte e a literatura, sobretudo no Brasil. Ela destaca que, no Brasil, há uma particularidade que torna tudo mais difícil: nossa elite econômica não é intelectual.

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Papo do Avesso é o podcast oficial da página Sonhos do Avesso, que nasceu de dois corações e um amor em comum: escrever. Dois corações jornalistas, nascidos em 91 e que só queriam um espaço para poder se abrir. Essa iniciativa é uma vontade que, inicialmente, parece simples. Mas só quem escreve sabe como isso pode ser essencial na vida.

Então, o Sonhos do Avesso nasceu, deu alguns frutos, mas precisou ficar ali, paradinho por um tempo. Porque como a vida é ciclo, e às vezes nos pede outras prioridades, há sonhos que precisam esperar. Há avessos que ficam para depois.

E ele esperou.

Só que aí, esses dois corações conversaram e chegaram à conclusão em comum de que era hora de voltar. E o Sonhos do Avesso voltou. Bem diferente, ele cresceu.

Agora ele fala de outras coisas, ele indaga a vida de outra forma, olha diferente para o passado, fala de futuros possíveis. Ele vai falar a sua língua e, talvez, seja você quem fale com ele. Ele pode falar outras línguas, mas você é bem-vindo para desfrutar do nosso espaço.

Tudo vai depender da estação, do clima, dos corações que estão escrevendo. E esses corações costumam ter vontades em comum e outras vezes totalmente contrárias. Tem dias que é só sonho, tem dias que é só avesso, tem dias que é os dois. Senta com a gente, toma um café. Vai que você conta para nós o seu sonho? Vai que você descobre que o avesso era seu lado certo? A gente vai adorar te receber na nossa casa.

Perdeu o episódio anterior? Ouça aqui:

Kelli Kadanus

Kelli Kadanus, jornalista, cronista, tia coruja. Escrevo para tentar me entender e entender o mundo. É assim desde que aprendi a juntar sílabas. Sonho em mudar o mundo e as palavras são minha única arma disponível.

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