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INCÊNDIOS NO PANTANAL ATINGEM O MESMO PATAMAR DE 2020, QUE REGISTROU DESTRUIÇÃO RECORDE

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Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia (Lasa), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostram que o Pantanal já registra em 2021 o mesmo patamar de área destruída pelo fogo do ano passado. Em 2020, o bioma sofreu uma das maiores tragédias socioambientais no mundo, segundo um relatório da Câmara. Estudos apontam que a área queimada no Pantanal em 2020 supera em 10 vezes a área de vegetação natural perdida em 18 anos.

De janeiro até o último sábado (21), segundo o Lasa, o Pantanal tinha perdido 261.800 hectares para o fogo, o equivalente a dois municípios do Rio de Janeiro. O mês com mais focos de incêndio na região historicamente -setembro – ainda nem chegou, o que mostra que a situação ainda pode se agravar. A região mais crítica é o sul do Pantanal de Mato Grosso do Sul, segundo dados do Lasa. No fim de semana, um incêndio devastou 18% da Terra Indígena (TI) Kadiweu, no estado.

Foto: Chico Ribeiro/Governo do Mato Grosso

Os períodos de seca no Pantanal têm dificultado a recuperação do bioma, segundo pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Em abril, o Observatório Pantanal e SOS Pantanal emitiram um comunicado alertando que os incêndios ocorridos no bioma no ano passado podem se repetir ou até se intensificar em 2021.

O Pantanal não é a única região que sofre com o fogo. Um incêndio de grandes proporções atinge, desde domingo (22), o Parque Estadual do Juquery, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Segundo a prefeitura, o fogo começou após a queda de um balão. Segundo o Corpo de Bombeiros, mais de 1.200 hectares, ou seja, 60% da vegetação, já foi queimada.

O Corpo de Bombeiros recebeu 2.360 chamados para incêndio em vegetação na Região Metropolitana de São Paulo neste final de semana. No sábado (21), a corporação levou mais de 10 horas para apagar um incêndio próximo da terra indígena Tekoa itakupe e do Parque Estadual Jaraguá. As causas do incêndio são desconhecidas.

Fogo e falta de água

Uma pesquisa inédita do MapBiomas divulgada nesta segunda-feira (23) mostra que 15,7% da superfície de água no Brasil desapareceu nos últimos 30 anos. No Mato Grosso do Sul, onde fica parte do Pantanal, 57% de todo o recurso hídrico foi perdido no período.

A pesquisa mostra que, ao todo, 3,1 milhões de hectares de superfície de água sumiram desde 1990. Isso equivalente a mais de uma vez e meia de todo o recurso hídrico disponível no Nordeste em 2020. A estimativa é que, até 2050, haja uma redução de 25% na superfície de água no Brasil.

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