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Fonoaudióloga é suspeita de torturar crianças autistas

Fonoaudióloga é suspeita de torturar crianças autistas
Foto: Facebook/Reprodução

A fonoaudióloga Bianca Gonçalves é investigada por supostamente torturar e agredir crianças autistas na própria clínica, onde atendia. O caso aconteceu em Duartina, interior de São Paulo, e veio a público após denúncias de ex-funcionários e mães de pacientes. As supostas torturas são apuradas pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFF). 

Além de ataques físicos, mães acusam Bianca de também ofender as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio de mensagens e forjar atendimentos. Segundo o G1, as mulheres relatam que começaram a desconfiar quando as crianças deixaram de evoluir no tratamento do autismo, em diferentes níveis de suporte.

Uma profissional que trabalhou na clínica de Bianca fez registros dos atendimentos às crianças e encaminhou o material à polícia, que também investiga o caso por suposto crime de tortura. As gravações estão sob análise da perícia.

Diferentes acusações contra a fonoaudióloga indicam que ela teria batido nas crianças, além de tocar nas partes íntimas delas. Em relato ao G1, uma das mães conta que levou o filho a uma psicóloga depois de suspeitar das violações. Em um vídeo gravado pela mulher, ela pergunta ao menino “onde a tia pegava e colocava a mãozinha?”. Ele coloca a mão sobre a fralda e diz “aqui”.

A polícia também realizou vistoria na clínica. No local, há duas “salas de luz”, ambientes onde Bianca teria deixado as crianças trancadas em horários de atendimento. A perícia deve levar, ao menos, cerca de mais um mês para concluir a investigação na clínica.

Em nota enviada ao G1, a CFF afirma que as acusações feitas contra a fonoaudióloga expõem condutas com as crianças autistas “que ferem profundamente os direitos humanos, assim como o código de ética da fonoaudiologia. 

O diagnóstico e o tratamento adequados ao autismo, quanto antes realizados, são essenciais para que o paciente possa se desenvolver da melhor forma e até mesmo reduzir o nível de suporte – que varia de 1 a 3.

Eduardo Veiga

Estudante de Jornalismo e redator freelancer. Já trabalhou em Rádio Banda B, Portal Banda B e publicou no Jornal Plural. Atualmente, é estagiário no Regra.

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