fbpx

Fotos inéditas expõem o avanço do fogo e destruição na Amazônia

Fotos inéditas expõem o avanço do fogo e destruição na Amazônia
Vista aérea do incêndio e expansão para a pecuária na Amazônia, no Trairão, no estado do Pará. Foto: © Victor Moriyama / Greenpeace

Na sexta-feira (1°), o Greenpeace divulgou imagens inéditas das consequências do avanço das queimadas na Amazônia. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Queimadas, em setembro foram registrados 16.742 focos de calor no bioma, todos ilegais visto que o Decreto nº 10.735 proíbe o uso do fogo no Brasil desde 28 de junho de 2021. A Amazônia segue sob intensa ameaça e a ilegalidade e destruição continuam devastando grandes áreas, conforme mostram as imagens registradas pelo Greenpeace em sobrevoo recente pela região.

Em setembro, os focos se concentraram nos estados do Acre (24%), Pará (23%) e Mato Grosso (17%). Houve redução de 48% do número de focos de calor na Amazônia, que está provavelmente relacionada à maior concentração de chuvas na região quando comparada ao mesmo mês em 2020.

Veja as imagens:

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), algumas regiões são mais suscetíveis às queimadas nesse período do ano, porém, o aumento das chuvas nesses locais diminuiu os focos de calor.  

“A queda pontual nos focos de calor, em um mês com maior ocorrência de chuvas, não muda a grave realidade do que vem ocorrendo no chão da floresta, fomentada por Bolsonaro em mil dias de governo. Não há motivo para celebrar, tendo em vista que nos últimos anos a destruição ambiental atingiu patamares muito elevados e não existe por parte do governo federal qualquer plano capaz de reverter a situação”, afirma Cristiane Mazzetti, gestora ambiental do Greenpeace.

O fogo e o desmatamento contribuem negativamente para a crise do clima e, portanto, para a ocorrência de extremos climáticos, como secas severas e enchentes recordes. Além disso, a destruição empurra a Amazônia cada vez para mais perto do seu limite, comprometendo seu papel de aliada no enfrentamento à crise climática. E isso já está se tornando realidade em alguns lugares, a exemplo do estudo liderado pela pesquisadora do Inpe, Luciana Gatti, que mostrou que a região sudeste da Amazônia está emitindo mais carbono do que absorvendo, como efeito das mudanças climáticas e intensificação do desmatamento na região, que estressam o ecossistema e o deixam mais vulnerável ao fogo. 

“Somente Lábrea, Sena Madureira e Porto Velho, municípios da região conhecida como AMACRO, concentraram 23% dos focos de calor registrados agora em setembro. Este avanço da destruição em novas fronteiras como sul do Amazonas, norte de Rondônia e Acre preocupa, pois chega cada vez mais perto de áreas de florestas conservadas da Amazônia. Áreas que são vitais para conter a emergência climática e a perda de biodiversidade”, conclui Cristiane.

Regra dos Terços

Veja a vida de outro ângulo.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: