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Guerra? Que guerra? O Ibov em franca alta em 2022

Guerra? Que guerra? O Ibov em franca alta em 2022
(Foto: Pixabay)

Olá querido leitor/querida leitora! Tudo bem com você? Complementarmente ao assunto da nossa coluna passada, em que abordamos a desvalorização do dólar perante o real, o principal índice de ações da bolsa brasileira – o índice Ibovespa – continua em firme alta nesse ano. Discorreremos mais sobre esse ponto na coluna de hoje. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

O noticiário macroeconômico continua sendo afetado pelo conflito no leste europeu. Completando um mês, a guerra entre Ucrânia e Rússia já se faz sentir em todas as partes do globo. Cadeias de suprimento cujo ciclo dependa daquela região já sofrem altas históricas de preço. Equipamentos eletrônicos industriais e automóveis são alguns exemplos. Mesmo as cadeias mais curtas, mas que movimentam grandes somas de capital – o setor agrícola e o de commodities sendo os mais óbvios – não deixaram de ser afetadas.

Por outro lado, alguns mercados acabaram sendo beneficiados, ainda que de maneira involuntária. Dessa vez, o nosso mercado de capitais foi o escolhido. Como já havíamos comentado na semana passada, com o fluxo de capital a outros emergentes sendo interrompido por vários motivos – o conflito armado sendo apenas mais um deles –, o destino mais óbvio dos grandes investidores era o Brasil.

 A enxurrada de dólares gringos, resultou, em um primeiro momento, uma queda da cotação da moeda nas casas de câmbio. Como segunda derivada, nossa bolsa já atinge a beira dos 120 mil pontos, patamar visto pela última vez apenas em agosto do ano passado. No ano, o Ibov já sobe mais de 14%. Empresas tradicionais que fazem parte do índice o acompanham: VALE3 se valoriza quase 23% em 2022; PETR4, mesmo com os ruídos de intervenção no preço dos combustíveis, sobe 11%; e para aqueles que pensavam que os grandes bancos já eram presa fácil das fintechs, ITUB4 já sobe incríveis 27% no ano.

O investidor que foi paciente e enfrentou as agruras de 2020 e 2021 na renda variável não tem do que reclamar desse início de ano. Àqueles que ainda não se posicionaram para aproveitar o timing, uma revisão na carteira para contemplar eventuais aumentos na parcela de maior risco pode ser benéfica no curto e médio prazo.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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