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E O IBOV, Ó, SÓ CAINDO

E O IBOV, Ó, SÓ CAINDO

Olá querido leitor/querida leitora!

Tudo bem com você? Se você tem parte do seu patrimônio alocado em renda variável brasileira, seja através de fundos de ações, seja através do investimento direto em ativos, deve ter percebido o grande tombo que o índice Ibovespa e o Ifix já sofreram nesse ano. É sobre essas quedas que falaremos na coluna de hoje. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

Ainda que a pandemia de Covid-19 possa estar perto do seu fim, os seus efeitos na economia mundial parecem se agravar cada vez mais: níveis de inflação e juros cada vez mais altos, falta de insumos industriais, preços de commodities e combustíveis na estratosfera… a lista é bem grande. Como o mercado de renda variável tende a antecipar a economia real, os índices relacionados têm sofrido expressivas quedas nos últimos dias.

Comecemos pelo Ibovespa: no ano, o prejuízo da cesta de ações que o compõem é de cerca de 6,6%. Tivemos vários períodos de euforia e desespero no retrato de 2021, começando por um espetacular janeiro, seguido de um bear market que durou até o fim de março. Após esse período, tivemos novo impulso de alta até junho, e desde então amargamos um grande vale dos 130 mil pontos até os atuais 110 mil.

Para o mercado de Fundos Imobiliários, o cenário foi parecido, ainda que em intensidade menor devidos às próprias características dos FII’s: a volatilidade aqui é bem mais comedida. Saímos de cerca de 2867 pontos no início de janeiro para um pico de 2895 em fevereiro. A partir de então, a queda foi expressiva, chegando em seu auge no final de junho, período que coincidiu com a discussão sobre tributação dos rendimentos dos FII’s. Com as dúvidas se dissipando sobre o tema, houve nova alta do índice em julho, seguida de nova queda até o presente momento. Em resumo, o Ifix cai cerca de 5,3% no acumulado do ano.

Em períodos como o que estamos atravessando, nada melhor do que recorrer à velha amiga do investidor inteligente: a paciência. Se você possui teses de investimento robustas, e entende que o comportamento ora maníaco, ora depressivo, do mercado de renda variável faz parte do jogo, os conselhos dessa grande aliada só irão lhe fazer bem no longo prazo.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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