fbpx

Inflação: ao infinito e além

Inflação: ao infinito e além
Henrique Costa, empreendedor e colunista do Regra dos Terços

Olá querido leitor/querida leitora! Tudo bem contigo? Não é novidade para ninguém que os preços de tudo explodiram nos últimos meses: carne a mais de cinquenta reais o quilo, arroz a dez reais, feijão a mais de cinco… Isso sem falar em produtos importados, que se tornaram proibitivos para cada vez mais pessoas. É sobre esse aumento generalizado que falaremos hoje. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

Parece que já foi há trinta anos, mas abordamos esse tema no primeiro semestre de 2021, nessa coluna aqui. Para recapitular: ainda que inflação seja conhecida comumente como o “aumento generalizado dos preços”, suas causas são foco de intenso debate entre as diferentes escolas de economia. Entretanto, um ponto em comum reside na emissão de moeda por parte dos Bancos Centrais nacionais, sendo que cada economista atribui maior ou menor importância a esse fator no conceito do fenômeno inflacionário.

Já em 2020 e no começo de 2021, durante o auge da pandemia de Covid-19, era uníssono entre os formadores de política econômica a necessidade de se estimular a economia independente do custo futuro. Como consequência, auxílios emergenciais e crédito facilitado, financiados pela emissão de moeda pelos bancos centrais, inundaram as contas bancárias e o mercado como um todo. Em um primeiro momento, tal medida ajudou a frear os efeitos deletérios de lockdowns e quebras das cadeias de suprimento, mas em se tratando de economia, não existe almoço grátis: o preço a ser pago seria salgado – e cairia, mais uma vez, no bolso do cidadão comum.

O que estamos vivenciando hoje em termos de inflação nada mais é do que o resultado dos exageros de banqueiros centrais e seus assessores – que ironicamente tem seus salários pagos, via impostos, por aqueles mesmos cidadãos vítimas de suas decisões equivocadas. A boa notícia é que ciclos econômicos vem e vão, e esse não será diferente, com o arrefecimento da inflação possivelmente dentre de poucos anos. A má é que – parafraseando um ex-presidente do Brasil – nunca antes na história desse país, e do mundo, houve tamanha emissão de moeda, o que nos leva a cogitar que o período de subida de preços atual pode ser mais persistente do que outros passados. Como imagens falam mais que palavras, deixo esse e esse link, com os agregados monetários de dólar emitidos pelo FED, o banco central americano, cuja moeda é a âncora e referência para todo o sistema econômico mundial.

Por fim, deixo como recomendação esse vídeo do canal do economista Fernando Uhlrich, que me inspirou a escrever essa coluna, e que detalha de forma muito didática todas as nuances do tema discutido.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: